29 de nov de 2014



transdado estético
de margens, excesso de margens de centros: periferias, objetos
simbolicamente desauralizados, assim talvez se faz para escrita poética, assim se faz
constituição estética do anarquo-infinito-teodemonológico: modo de derrame de
pauta, de branco, de vazio, de cheio, como manga que borra, porra, como
beijo, pés em barro, como rio sem barranco, silêncio, como grito, estar
dentro e fora, como uma velha boceta em rasura, em usura, em usar, libidinal; como
mendigo em cama de casal, medieval; rua em tra
vesseiro, viaduto; como criança rabiscando, assinatura de agora em agora de viver; como
cidade sitiada pela ordem do bem vestido, do bem falante, do bem morado, do bem
humorado, da elegância, do regime do muito, do muito arregimentado, espelho de carro
2

fechado no fechado sinal, vermelho sangue fora de corpo sem sangue de moleque pelado
ao lado do lado, desladando, sem dando, sem dado, como se, num lance de desdados, a
cidade, na rua, em algures, um menino e uma menina visse, cagando no passeio da serra
dos horizontes, achados, ocupados, a mosca, as cócoras, os carros, o limpo, o rico, o pobre,
quem caga, quem mija, quem peida, quem esconde, no esgoto, no fundo do rio, na lagoa da
pampulha, sua bosta? ; como
despoética poética sem economia, economia sem poética, poiesis de resto, resto de
sobras, sombras de quem não mais quer sendo para quem recome, luminosidade de fome;
como ritual de escrita, corpo no branco da tradição, ressurreição de dizer em

3
escada; como degrau sem outros, escada horizontal, como amarelinha de jogo, como
chão, saltitos de pontaria, em lançar-se em erro e acerto de coração; como olho não
brilhante que mais brilha assim, não-sim de desejaria; como verdade de artifício,
via que desvia, desvio que leva a mundos, coisas, vidas, olhos, mentira de desnarcísio,
sem superego, ser coletivo e indivíduo, como universal com relativo, província de olhar,
de toque, de tesão, de tribo, cosmos onde cabem todos, cada não-cada é cosmos de todos;
como linha que se póscreve, aquém de além; como brasilidade triste em ou sem trabalho,
voz sem tom, sem signo, só referente, só coisa de querer: tênis, moda, olhar, carro, casa ,
de

4
alegria de incluir-se, de desexcluir-se, carnaval sem apoteose, sem vídeo, simplicidade
difícil de virar-se, sem força tendo, desfazer de feito, de bem feito, bagunça, outra sintaxe,
de cabeça para baixo, como gravidade sem peso, terra que é bola, cabeça, poros, alma, de
não saber de embaixo, de encima, danae tecente em tempo dourado pelo nilo, pelo
amazonas,
pelo são francisco, pelo rio pomba, de aldeia, porque de banho, de pelado mergulho, de frio
em sexo, em bunda, caixa de papelão de afetos; como ninfomaníaca, a pretexto de ser
tratato
médico sobre sexualidade da tara mulheril, implode margens de ciência, umbigo de
sonho, objeto estético transestético, tem algo de antes e de depois: não existe


5
estético segmentado, estético estético, porque assim será , incorrerá em erro de saber fazer,
de falar em nome de, mesmo de estético. estético de não saber fazer, de não falar em nome
de, em só através de, em revés. Assim, também Sertões, saindo da margem
positivista , tratado geográfico-antropológico e histórico do homem nordestino, se torna
escrita desdizente daquilo pelo qual queria ou pretendia falar, escapa-se de si,
de seu conselho editorial, num antônimo conselheiro, desaconselha a monarquia , a
república, o socialismo, os sistemas, e desentope a utopia de sua torpia, de seu lugar de
muro, bolso, de bolsa, de igreja lobal, do canal dominical, e desvela diferença:
perplexidade de vivente, condição de
translimites, de perpassar. jogo de fronteiras de saberes, escrita de corpo, corpo de
escritas, fala de verbo e de carbono, de outra coisa de não canto de poder, de lado de si de

6

não ver mundo, e infinita possibilidade sendo: gesto, cor, sopro, escuro, luzidade,
vaga-lume, criança, choro, miséria, mortes, de translimites de limite de si, fechamento
entorno de defesa de privamentos, em lógica de apesar de. escrita que não seja pinto duro,
nem mole mas que seja corpo em corpo, em corpos, escrita de vida: grito, silêncio, pouco,
muito, nada, quase. Escrita desacreditada, sem crédito, mas escrita que fale e desperte
meios sorrisos, ironias, paixão, efusão de transescritas: olho que brilha, corpo que
desinquieta, gesto que desloca, pele que transpira, sem dente que ri, sexo que dá nada
que seja escolha limite: dinheiro, jeito-mito de ser saúde, roupa, riso, fala, carro, abraço,

7
decodificação, presença, transcrita de sem família minha, sem religião grupal, sem
possuído , sem guardamentos
de coisas, de sombras, de luzes, de afetos, escrita que não se escreve, escrita na cripta pedra
vaginal de ser clitóris, de ser pau, de ser gozo ambíguo, nunca umbilical. escrita de
transescolha, sem presença estandarte, de ausência pequena, forte, assustadora, porque não
ainda, não já, não dentro, não fora, em todo lugar, infiltrada, como história sem narrador, s
sem narrado, sem persona, só agem: aragens de si. pobre despobreizado, infelicidade feliz,
desnutrição nutrida, rio arruda de peixes, analfabeto transitelectual, ambrosia em mão
que esqueceu de anteceder saciedade, olho que deseja, desejo, comendo, metendo, dando

8

transindividuando, transdepossuando, transmordendo, tocando, gargalhando, encontrando,
mudando, vitalizando, solidariedadizando, desmatando a mim em desejo perto,
deslimitando não ver moral, normal, educacional, gramatical, instituindividual, vendo
transcorpos, infracorpos de transcorpos,
em
lúdico de não ser lúcido

9 de mar de 2014

Dia das mulheres

porque
o dia das mulheres
esqueceu sua não
origem
vertigem
fuligem
fabril
febril
incriminadora
diante da patronal massacre
opressora
diante da greve feminil
liberadora
o dia das mulheres
doura
iludido
seduzido
convencido
rendido
na pílula do orgasmo
envenenadora
de
cinismo
de
hipocrisia
de
demagogia
de
machos
que
o
exaltando
agouram
exemplo
cabal
de
que
o
patriarcado
monumental
vindoura
sensacional
coordenando
fatal
a
moura
parede
no
horizonte
das
mulheradas
peladas
regaladas
na
paisagem
do
capital
frontal
onde
a
linha
do
mar
com
o
infinito
não
se
encontra
indefinida
e
faz-se
falo
na
fala
do
entalo
do
boquete
do
fogão
na
concha
do
carro
a
combustão
de
Édipo
Na
Esfinge
Do
Dinheiro
O
Dólar
Esconde
As
Dores
Das
Dolores
No
Jogo
De
Máscaras
Em
Que
Pouco
Importa
Se
No
Rosto
Das
Flores
na
Digital
do
Lucro
Escrotal
Se esboce
Uma
Patroa
Ou
Um
Patrão
Pois
É
Tudo
Igual
Na
Civilização
Burguesa
cacetal
E
vaginal
não
importa
tudo
é
ordinária
salmoura
senhorial
onde
nela
por
ela
com
ela
no
mar
do
ar
da
abstração
do
dólar
tudo
q
é
sólido
enxofre
guerras
infanticídios
mulherescídios
é
extraordinária
fixação
vitimária
na
pétala
que
voa
ao
leu
a
única
saída
não
otária
sem
véu
seja
a
saíra
nas
asas
da
safira
da
não
compulsão
de
si
estoura
outra
mulher
sem
proa
porque o dia das mulheres
como o dia dos índios
nos lembra que todos os dias
são os dias dos bárbaros civilizados
como estado de exceção
de
estado
de
trégua
a
cortina de fumaça
às
léguas
esconde
os anos, as décadas, os séculos, os milênios
dos
machos
machucados
que
somos
ambos
homens
e
mulheres
gays
travestis
e
juritis
tal
tem
sido
invicto
os
dias
das
iras
sendo
na
vulva
das
uvas
nas
liras
que
deliram
inusitadas
rimas
sem
medos
de
nós
retrós
no
ovário
vazio
dos
frutos
dos
futuros
as
mulheres
nos
homens
nos
abdomens
das
fomes
vem
viram
que
todo
aqui
em
si
convertido
é
motivo
de riso
invertido
e
outros
cosmos
não
este
prostituído
buscam
destituídos
de
ressentidos
tidos
idos
doídos
tal
são
seus
sentidos
vindos
quando
todos
os
dias
serão
de
ninguém
lindos

31 de dez de 2013

alteridade



Kar L Marx Cavalcante Cavalcante
29 de diciembre a la(s) 22:34 · Editado ·
5 anos da operação
chumbo fundido
Israel covardemente
Massacrou os palestinos
Usando
Aviões
Não tripulados
Helicópteros
Apaches
Caças f16
Mais
De 1500 palestinos
Assassinados
Queimados
Com
Fósforo
Branco
Mais de 200
Crianças
Dizimadas
Implacavelmente
A
Maior prisão
A
Ceu aberto
Do mundo
um
Auschwitz
Contra
Todo
Um
Povo
Que
Dura
Desde
1948
Com
O
Apoio
Da
ONU
E
Das
Potências
Ditas
Civilizadas
Ocidentais
E
O
Que
Vemos
É
Que
O
Povo
Que
Sofreu
Com
A
Segunda Guerra,
O judeu
Põe
As
Suas
Lideranças
Pra
Ressuscitar
Hitler
Chegou
O
Momento
De
Termos
Coragem
De
Dizer
De
Pensar
De
Agir
A
Vítima
Pode
Apaixonar-se
Pelo
Agressor
E
Encarná-lo
E
Retomá-lo
E
Descontar
Nos
Outros
O
Que
Sofreu
Na
Pele
Chegou
O
Momento
De
Dizer
Ser
Alteridade
Não
É
Garantia
Por
Si

De
Nada
Ser
Alteridade
É
Pra
Viver
Em
Alteridade
E
Não
Pra
Repetir
O
Passado
Genocida
Sofrido
Nas
Costas
De
Novas
Vítimas
Com
A
Desculpa
De
Reparo
Por
Danos
Sofridos
Temos
Que
Cobrar
Alteridade
Das
Alteridades
Isto
Agir
Em
Alteridade
Como
Outro
De
Outro
De
Outro
Sem
Repetir
O
antes
Obama
Não
Tem
Sido
Alteridade
Obama
É
Um traidor
Mata
Com
Aviões
Não
Tripulados
Antes
De
Tudo
Negros
Basta
Ver
Somália
Basta
Ver
O
Congo
Basta
Ver
Quais
Foram
Os
Primeiros
A
Serem
Dizimados
Em
Líbia
Basta
Ver
Quem
Está
Virando
Mendigo
Nos
Estados
Unidos
Com
A
Crise
Econômica
A
Mesma
Coisa
Podemos
Dizer
Em
Relação
A
Joaquim
Barbosa
Não
É
Em
Nome
De alteridades
De
Justiças
Que
Ele
Manda
Prender
Arbitrariamente
Despoticamente
Pelo
Contrário
É
Em
Nome
Da
Submissão
Do
Brasil
Ao
Racismo
Geral
Do
Ocidente
Da
Pobreza
Eterna
Do
Povo
Brasileiro
É
Preciso
Dizer
Barbosa
É
Um
Ditador
Assim
Como
O
Sionismo
Que
Massacra
Os
Palestinos
E
Foi
Determinante
Na
Guerra
Dos
Estados
Unidos
Contra
Iraque
Afeganistão
Líbia
Síria
Egito
Assim
Como
O
Sionismo
Retoma
Hitler
Barbosa
Retoma
As
Técnicas
De
Arbítrio
De
Tortura
De
Chibata
Da
Escravidão
Uma
Alteridade
Qualquer
Que
Seja
Feminina
Gay
Pobre
Negra
Indígena

Tem
Uma
Saída
Solidariedade
E
Mais
Alteridade
Através
Da
Invenção
De
Outro
Mundo
Uma
Alteridade
Tem
Que
Fazer
Valer
O
Nome
Alter
Outro
Tem
Que
Fazer
O
Que
Não
Existe
O
Que
Não
Acreditam
O
Que
Dizem
Ser
impossível
Um
Mundo
Sem
Cadeias
sem
prostituição
sem
neuroses
no
matriarcado
cosmológico
Em
Que
Todos
Sejamos
Igualmente
Livres
Uma
Alteridade
Qualquer
Que
Seja
Não
Existe
Como
Alteridade
Pra
Se
Afirmar
ou
Conquistar
Espaço
Próprio
Num
Mundo
Impróprio
Existe
Pra
Produzir
Um
Mundo
com
sua
energia
de
alteridade
com
sua
alegria
de
alteridade
com
sua
inteligência
de
alteridade
com
sua
beleza
de
alteridade
de
Igualdade
Sem
Elites
Sem
Ricos
Sem
Luxo
Um
Mundo
Todo
Nosso
Porque
De
Ninguém
O
Resto
É
Traição
É
Retorno
Do
Reprimido
Retorno
Do
Oprimido
Retorno
Do
Opressor
Ainda
Que
Disfarçado
De
Alteridade
Ainda
Que
Nos
Digam
Que
Estão
Fazendo
Justiça
Estão
Sim
Emprestando
Vendendo
Corrompendo
Seu
Sagrado
Rosto
De
Alteridades
Para
O
Perverso
Jogo
de
máscaras
dos
novos
bárbaros
tão
canalhas
cínicos
hipócritas
oportunistas
cruéis
genocidas
como
os
de
sempre
uma
alteridade
é
pra
ser
futuro
inventar
uma
nova
língua
uma
nova
civilização
uma
nova
Terra
Sem
Opressores
E
Oprimidos
Dizendo
Agindo
Vivendo
Despertando
Indicando
Sim
Todos
Somos
Alteridades
Igualmente
dentro
do
fora
das
fatalidades
num
mundo
de
singulares
vozes
quanto
mais
a
si
mesmas
se
criam
sem
contradição
alguma
com
as
coletividades
advindas
constelações
de
nunca
vistas
felicidades

26 de dez de 2013

natal

não nos esqueçamos que o menino Jesus era pobre odre de cobre simples plebeu sem destino manifesto sem nome escolhido imperfeito deus caído no chão da manjedoura no leito do que se planta com muito eito não nos esqueçamos que o menino Jesus jamais foi ou desejou ser faraó, imperador, hierárquico clérigo eleito não nos esqueçamos que foi périplo sem eira nem beira que apostou seu verbo na ressurreição da ação da rebelião fora de toda garantia econômica, simbólica, sapiencial, profissional nos passos da paixão dos traços no lugar algum das tomadas de opinião sobre se é certo ou é errado se é legal ou ilegal se pode ou não pode se é possível ou impossível não nos esqueçamos que o menino Jesus sequer representou que apenas encarnou o pobre a que diz veio pra salvar e que a si não salvou não nos enganamos que o menino Jesus teve a projeção que teve e tem não porque era deus isso tudo é um pretexto digamos uma metáfora pra algo mais do chão algo mais do pão algo mais da rebelião diante da inaceitável opressão não nos esqueçamos que o menino Jesus foi sim um comunista que seu milagre adveio da força contra a forca condenação pro jão ninguém colocado no coliseu no que hoje é rodeio planetário contra o roubado povo no meio do bolo do progresso como genocídio bombardeado recheio não nos esqueçamos que tanto antes como agora o rico sim foi quem o crucificou não nos esqueçamos não transformemos em metáfora o argumento evangélico de que o rico não passa no buraco da agulha da salvação não nos esqueçamos que o conteúdo do natal seja o salvando-se pobre nascido e na Maria do perpétuo socorro sem cessar nascendo pra destituir todo e qualquer rico e salvá-lo não como pobre que deveria ser mas como não rico e não pobres que deveremos no amai o desconhecido como a si mesmo na linha do horizonte do agora no futuro do ontem na manhã do não nos esquecer de que a ressurreição é contra o rico e o paraíso, não nos esqueçamos, é um cosmos sem abandonados meninos jesuses pobres

18 de dez de 2013

semear

Semear
Mísseis
radiados
por
plutônios
de
indiferença
através
da
santa
terceira
pessoa
da
distância
celestial
boçal
No
Coração
Da
Alegría
No
Estômago
Do
Pensamento
No
Tato
Do
Cuidado
E
Matar
O
Que
Poderemos
Estrelar
No
Joelho
do
brilho
do
cuspe
No
Peito
Da
Boca
a
oca
toca
da
língua
no
aquífero
do
Leito
Do
Leite
Sem
Androcentrismos
Etnocentrismos
antropocentrismos
heteronormativismos
displinarismos
rigorismos
na
invenção
do
amanhã
no
broto
do
agora
semear
ao
invés
de
homem
versus
natureza
rico
versus
pobres
etnias
contra
etnias
cultura
contra
a
natureza
semear
a
Terra
no
canteiro
do
cosmos

8 de dez de 2013




o que degradou
sua imensa
pupila?
nela cosmológicos
horizontes
tramavam
dando
o
que
não
teve
tinha
tem
pra
quem
não
foi
era
é
no
lago
feliz
nadando
pelado
na
loucura
diante
de
uma
porta
fechada
onde

via
arregalada
infinitos
estreladas
o que
atrofiou
sua
retina,
sua
narina
sua
saliva
seus
sons
seus
atos
seus
tatos
seus
pensamentos
intactos
vastos
se
tudo
que
podia
não
se
rendia
a
contratos
simplesmente
se
exercia
em
desejos
fartos,

se mexia
lato
em
tudo
que
vivia
casto
no
que
não
havia
de
fato
em
nenhum
lugar
tido
ido
tratado
em
realismos
capturados?

O
Que
Tomou
Viciou
Amedrontou
inviabilizou
acovardou
matou
sua
imensa
demência
sua
imensa
saúde
fora
de
toda
leniência
sua
imensa
insciente
ciência
fora
de
vis
vivências
em
febris
estados
de
doença
assim
como
fora
de
abris
cruéis
cartéis
de
abstinências
em
servis
aderências
aos
fuzis
de
cotidianas
absorvências?

6 de dez de 2013

se
a andorinha
que

fora
está
dizendo
fosse
a arribação
do
coração
da
sensação
da
orquestração
da
louvação
das
corporações
na
vivissecção
das
populações
nos
pés
da
conjugação
da
boca
com
cérebro
das
mãos
na
glorificação
das
estrelas
no
mundo
da
práxis
das
bolsas
nas
ações

a
teriam
salvado
a
menina
somali
no
rabo
do
jabuti
se
ambos
fossem
o
sistema
financeiro
banqueiros
fora
do
ar

os
teriam
salvado
se
fossem
planctos
nos
polens
das
nuvens
nos
olhos
da
leoa
bem
na
respiração
do
coaxar
da
taboa
a

no
pivete
na
favela
na
periferia
da
fivela
do
Iraque
No
Cuidado
De
Lisboa
No
Âmbar
Do
Âmago
Do
Artifício
Do
Cio
Da
Leitoa


Aqui
No
Salto
Do
Açaí
No
Bico
Do
Bem
Te
Vi
A
Nos
Ramos
Das
Jurutis
Nos
Ninhos
De
Nascer
Sem
Risco
De
Morrer
De
Fome
De
Sofrer
Ou
De
Aladas
Bombas
De
Intrometer
Nas
Vidas
De
Correr
Rios
Conter
Maldades
Perder
Nas
Causas
De
Amanhecer
Se
Fossem
A
Propriedade
Privada
A
Riqueza
roubada
Sim

Não
Seriam
A
Privada
Do
Lago
Do
Rato
Do
Mato
Do
Tato
No
Buraco
Do
Tatu
Seriam
Sim
O
Impossível
Voo
Do
Anu
No
Ânus
Dos
Anos
Das
Infinitas
Felicidades
Sem
Ônus
nas
Cidades
Dos
Campos
Das
Flores
Sementes
Nos
Brotos
Das
Idades
Sejam
Geológicas
Cosmológicas
No
Rabo
Do
Cometa
Da
Ideia
De
Amar
Tudo
Que
É
Estar
Tudo
Que
É
Mar
Tudo
Que
É
Lar
Tudo
Que
É
Ar
Tudo
Que
É
estrelar
sendo
solar
respirar
de
livre
lebra
nos
deuses
nos
ícones
a
peidar