18/03/2012

despoema



sem projeção no coração do pau do fácil ou difícil edifício arvoredo de sedução
sem atacadão do comércio de plurais vogais varejos de identidades de filial bajulação
na Aladim lâmpada do metabolismo das percepções de dilatada masturbação
fora do falso e verdadeiro & Cia do que é ação & comunicação & revolução
no mais humor, mais disponibilidade, mais abertura, mais perturbação
mais alegria, treta, mutreta, erro, esboço
mais experimentação, perdição, tentação
de outro no outro do outro em outrem,
inquietação
fora do mais da acumulação ou do mais da opressão ou do mais da marcação
ou do mais da intenção, ou do mais do fodão ou do mais do gostosão,
pretensão
sem ter que esperar um ataque após outro de ordens de batalhas de posição
sexuadas e suadas desde uma sala de controle de bases terráqueas nos olhos da televisão
sem esperar bombardeios estratégicos de mísseis de danados danos colaterais no cuzão
sem esperar mais operações de morte/captura através de forças especiais de humilhação
sem o comando conjunto do espectro complexo no completo édipo etílico de vaginal incursão
sem esperar uma nova imensa lista de efeitos conjuntos no Prometeu do fígado do Afeganistão
no sem número de telefones móveis ou fixos ou satélites de banais bestiais tomadas de opinião
no hallfire que te liquida no liquidificador do computador da puta dor da lista do arquivo de aluvião de ilusão e concatenada antenas de genocidas fantasmas de perseguição
no pelotão avante diante do atrás do móvel mortífero do irresistível vingador da concentração de
moedas e mais moedas de especulação de egos e mais egos protegidos por seguranças de pistolão
do lucro de guerras de baixas e altas intensidades médias dos médios de manipulação
na vulcânica plutônica rota de encruzilhadas de ilhadas taras de varas de haras de animação
o dólar e o sangue nas cabeças das lutas das lupas marchas das putas das catapultas da imaginação
sem os efeitos de rosto de merliny monroe no coiote do muro de Berlim da ianque implosão
fora do marcha soldado cabeça de papel quem não marchar direito é preso no papel de vilão
fora do personológico diagnóstico gótico do odontológico ontológico enquadramento da visão
a que chamamos de cinema ou de cultura icônica de sagrada religião de profanação
de tudo que profanado está, porque migrante, é migração, porque desértico, é viração
e fora, sim, desforra, fora da opinião pública
que é a opinião dos que são dignos de ter uma opinião
pois nunca se está tanto no jogo quando se está mas além do jogo
pois, sendo ou pensando ser melhor que o jogado jogo já perdido,
fodido,
se vê, você, como a excelência de a arte de jogar com a regra do jogo,
de ser artista do jogo, da regra e antes de tudo das transgressões do jogo das regras.
Pois, quanto mais se ascende nas hierarquias das excelências,
Mais Se pode jogar com o jogo da regra do jogo
E a assim a verdade dos dominantes de torna a de todos atados retardos jogados
Pois manejar poeticamente a língua é uma forma de provocar uma feitiçaria evocatória no jogo
Um jogo no qual todo mundo a si mesmo se mente e mente aos outros sabendo que a si mesmo
a eles mesmos se mentem, sendo isso o oficial do normal do banal do bacanal do legal
num vergonhoso exercício de desprezo a tudo que não é porque não pode ser de tanto
que não é quando se pensa ou se credita ou se acredita ou se simboliza ou se afirma sendo
o que patrocina o terrorismo ocidental de células mães de todos os objetivos
pois qualquer um que se comunique ou comunique ou que tecle, digite, viva,
é o objetivo da avançada criptografia dos espiões dos escorpiões dos nós do rabo da Cia
e de outras companhias de quereres e mais quereres de mais-valias
pois a farsa da democracia burguesa advém de sua tomada das minorias
transformadas em maiorias com suas iguais manilhas de manias
sem saber e não querendo saber que as forças especiais estão preparadas para matar
e sempre nos matam quando nos deixamos atar nas atas das variações de matar nos
múltiplos campos das batalhas civis das guerras de desprezo que são as mesmas guerras
dos desfeitos dos defeitos em relação a tudo que é feito pra ser ou querer ser perfeito peito
sem peido, como se, não peidando igual, fosse o eito do eterno leito
pois é o imperfeito que não é nada senão o desfeito de confeitados cafajestes feitos que
é nosso sendo de ninguém quando mais não refém, quando mais não se atém, quando mais
é além sendo aquém, sem amém ou o além prevalece nos mercados mundiais das duzentas
megacorporações que registram as venais vendas por um total combinado maior que o PIB da
totalidade nunca total totalitária totalidade de banalidade de etárias idades de realidades
pois elas, as megacorporações de nossas encorpadas corporizadas identidades são o o ingresso sem
fim de progressos que alcançam cifras astronômicas, através de atômicas guerras plutônicas contra
a vida
que,
viveríamos
se vivêssemos
como baixíssimos
baixinhos que somos
sem alturas de ricos picos
pois o rico é o ladrão do que não nos fazemos tecer
orficamente
na caída das alturas celestiais
poetas que somos
quando descemos
sem desejo de ascender
sem ascendência
no rés-do-chão
onde, sem mais nem menos,
acontecemos

10/03/2012

desblindagem



eu mesma não sou eu de tanto não eu mesma resvalar na suruba das gramíneas no rés-do-chão de outras não em si mesmas de tanto não elas fora deles mesmos e por isso não supomos ser de tanto que supúnhamos não ser, não voz, não deus, não patrão de tanto que tecer é destecer os rios nos mares do caos no asteroide da calda do cometa sem norte, forte, blindado mais que a bastilha de uma subjetiva revolução burguesa de nós mesmas e então blindadas estamos de tanto não sermos nós mesmas, sem bastilha, sem muro, sem castas, hastas e blindadas por não estar e nem habitar em blindados homens blindados eles mesmos naturalmente como homens de deus, do patrão, da lei, do falo não falo no não nós de nós e somente então sem deus, sem marido , sem patrão, sem nome próprio, deslei, somente no impróprio eu mesma era multidão de não mim no nada vestido da pelada alma despenada de não ser o apanágio da agonia, da imolação, da meia-luz do transe da droga, do sangue emergindo no imergir lençóis freáticos de profundos rios plutônicos de torturas e faturas de fraturas entre aliados e inimigos, vítimas e algozes entre nós quando somos a gente mesma que é o pior destino nosso, ser a gente mesma a louvar-nos naquilo que pensamos ser, usurpação das demais, na circulação nuclear da ilusão de saber-nos atômicas atônitas platônicas a, do alto, tomar sequestrar roubar o que nunca foi meu, nem seu, nem de ninguém porque tudo é nosso sem ser e eu mesma assim mesma sem si mesma des-ensimesmada de mim já não sou a mulher ou a puta ou a vadia ou a piranha ou a santa ou a virgem ou a galinha ou a fêmea ou a dondoca ou a patriarcal monumental singela mamãe angelical ou ainda a independente para ser eu mesma dentro do círculo périplo da economia dos machucados e por isso, deslei-xo, deixo de ser eu mesma a mulher que esperam que seja eu na casa do pensamento dentro fora das asas do fora do casamento no dentro de uma mulher sendo ela mesma eu não sou eu mesma sou a poesia no fora da versificação dela mesma por isso eu sou só alegria porque a tristeza do mundo é ser a gente a gente mesma lesmas a esmo no dia em que comemoram o macho dentro do fora no mesmo do ensimesmado da mulher pra ele em noses da castanhas cascatas deles eu não sou nada que se é quando se é ou se foi ou se será eu mesma não deveria dizer eu mesma deveria abandonar o eu no eu mesma e ser abandono de dono ser bando alcateia loba uivando fora da tola e da boba sem ser boa ou ser má porque ser boa e ser má é ser eu mesma

18/02/2012

iluminuras


amor untado em estampados aglomerados de destampados mosaicos nunca prosaicos ainda que simplesmente laicos de noturnas chispas de estelares rebeliões de não lares de hangares de previstos vistos prolixos lugares havidos como fixos nada tem de supõe-se ou só põe ou supunha ou só punha sem o lusco-fusco de lixos de púbicos raios públicos nas iluminuras gravuras de vulvas uvas de uivos de centopeias na nômade alcateia de desvirados chãos de viúvas no colchão das sensação na arribação da confusão habitada pelo hálito da fétida palafita do esgoto palacial nos gritos aflitos ritos de hiatos atos de desatadas fomes de desnomes da verdade da cagada gaita órfica do desmonte ovo novo de teimoso da fita que não fita senão a razão da desrazão ou a desrazão da razão ou mesmo a ação da inação na inação da ação na frita batata brita da separação na talha da batalha do fodido com o confundido no mijado difundido no fundido ido das renais receitas de herdadas brutalidades anais no jamais do fundo do raso do prazo do azo do azar da aziaga miragem da viagem do acaso no caso da perversidade na diversidade de idades de ids de maldades sérias de venérias veneráveis assépticas cépticas nos olhos bocas falas narizes dos aspectos dos divinos rostos ilustrados dos lustrados limpos engraxados sem enxadas dos sensatos santos bezuntados pela des-rés da desrepública privada na república de tarados arados e ilhados pelas belas letras dos atados nas tretas tetas mamárias vicárias da hiena invernal ordem da hilária civilidade do racismo no racimo arvoral da cidade na ascensional ascendência campal da descendência original na genealogia almal da pedagógica indecência do amável humano animal na concentração purgação carnal da universalidade legal na justeza do bom tom do foro forno forca íntima com a moleza da lição do tição do normal comparativo compensativo convencional no imperiosamente pensativo mal no supositório ilusório imposto como crédito de édito de édipo de familiar casta tribal de hastas no chifre do certo tido como cervo servo de voluntária servidão concebida como conservada pura no transparente no aparente no parente no nunca demente a mente carente o onto no ente de saúva saúde doente de ciente de comprovado provado ato falhado no galhardo galho vaginal de transcendental referencial da inferência na indecência da inocência da ciência da clemência querência de USAda e abUSAda maledicência de tão crida tida e ida dada inclemência demência de não acaso no casado cassado caso na valência posta no poste posto no fosco foço poço da impostura do jeito da atadura dormente tosca celestial sumário de sujeitada certeza na face do disfarce no eito do feito do perfeito no amoroso peito de pleito perfeitamente horroroso de si em si mesmo ensimesmado de almado ainda que peido de judicioso respeito asqueroso no confeito tendencioso obsequioso criterioso harmonioso de neutral normativa filosófica, poética, econômica, profissional, epistemológica, urbana, suburbana, putativa, na crença da não encrenca de um encrencado odiado imundo mundo sem solução em solução em combustão em explosão de ódios de eu de eu de eucaristia aristográfica no mínimo máximo gesto do descoitado pobre quando revoluta sem o fálico tacão tapão do patrão sem dialética orientação sem ostentação quando aí sim com perdão aí sim com pendão aí sim com clarão aí sim com visão aí sim com com criação aí sim com imaginação aí sim com o sim no sim do sim para tudo que desde remotos vãos é não ao nunca em vão no val do vendaval da vastidão de sim de proteção de sim com atenção de sim com viração de sim com meteção de sim com piração de sim com revolução sem evolução ou evocação no sim de sim de sim de simbióticas semióticas de avacalhação estrambóticas no carnaval ante o monumental diante do documental entretecido pela teia veia do antes de um depois que depõe, depôs, contra tudo que não tem limites de tão livre de tão ivre de tão tigre de tão vivo ilegal improvável incompreensível incrível desacreditado vigiado punido ferido acusado caluniado preso expulso colonizado desprezado humilhado assassinado vacinado viciado agourado por desfazer com comprazido prazer de cru nunca cozido de acessível possível viável esperável ainda que não louvável é avel avel, passareável insubordinável, inconquistável e, sem ocaso, jamais abolirão o acaso, de não matável golpe de asas

16/12/2011

amor

audácias
mais audácias
sempre audácias
atrevidos
mais atrevidos
sempre atrevidos
insubordinados
mais insubordinados
sempre insubordinados
desafiantes
mais desafiantes
sempre desafiantes
Loucos
mais loucuras
Sempre loucos
confiantes
mais confiantes
sempre confiantes
novo
de novo
sempre
novo
vivo
mais vivo
sempre vivo
impossíveis
mais impossíveis
sempre impossíveis
utópicos,
mais utópicos
sempre utópicos
humildes,
nunca humilhados
sempre humildes
rés-do-chão
mais rés-do-chão
sempre rés-do-chão
solidários,
mais solidários
sempre solidários
safados
mais safados
sempre safados
esboço
mais esboço
sempre esboço
revolucionários
mais revolucionários
sempre revolucionários
comum
mais comum
sempre comum
sul
mais sul
sempre mais sul
alegrias
mais alegrias
sempre mais alegrias
criação
mais criação
sempre mais criação
porque
já basta de centros
aristocráticos
aristográficos
linguísticos
financeiros
comunicacionais
epistemológicos
egóticos
tecnológicos
humanísticos
parentais
grupais
eternos
eventuais
econômicos
religiosos
étnicos
heterossexuais
bélicos
imperiais
regionais
locais
culturais
tretais

amor
mais amor
sempre amor

04/12/2011

descaminhados


os descaminhos
de
roma
washington
pentágono
wall Street
oTAN

os descaminhos
dos
poderes
das
armas
dos
medos
das
máfias
dos
ricos
milicos

os descaminhos
dos sem
dinheiro
direito
pão
abrigo
dos ubíquos demos
sem cracia
hipocrisia

os descaminhos
dos
recusados
acusados
humilhados
incompreendidos
fodidos
esquecidos
bombardeados

os descaminhos
de si
de mim
de ti
em mim
em si
em ti

os
inacreditáveis
impossíveis
incompreensíveis
inverossímeis
imponderáveis
incontroláveis
inaceitáveis
insubordináveis
incríveis
descaminhos
mal falados
mal amados
mal analisados
mal vistos
mal compreendidos
mal apresentados
mal representados
mal pensados
mal editados

caminhos
carinhos
de
cosmológicos
ninhos

29/11/2011

reza brava

O filho da puta chegou como um milagre, incrível, e a gente ainda acha que a vida não vale a pena, depois desses milagres todos, desses nascimentos todos, surpreendentes, das palavras nascendo enquanto as escrevo, enquanto as digito, um tremendo desafio, porque posso dizer tudo, posso fazer as combinações que não puder, que nem sei que possa, porque é um milagre, um susto, um imprevisto de sonhos que as escritas podem escrever, e tudo está absolutamente aberto, e afirmo novamente, absolutamente aberto, para escrever o que for e o que não for, nada me prende, não existem limites, vou afirmar novamente, não existem limites, nem morte, nem escravos e senhores, nem esquerda e direita, nem o rico e o pobre, nem a minha masculinidade, o meu sexo, as minhas marcas todas, os emparedamentos do mundo, o trabalho, o salário, e suas faltas ainda mais pilantras, nada disto é limite, pelo contrário, tudo isto e muito mais são desa-fios,entedamos, e mesmo esse entendamos, esse verbo assim, metido desse jeito, nada é um limite, ou, antes, tudo, tudo, absolutamente tudo, cada mínima impossibilidade deste mundo, eu não saber voar, eu não me compreender, eu ter medos, morrer, tudo é limite, a fome, as injustiças todas, a impossibilidade da amizade, que levasse a amizades, e a amizades, sem nunca ser apenas o amigo, ou o grupelho de amigos, os gregários, tudo é limite, tudo na vida, até escrever este texto, deixar os dedos irem catando as letras no teclado, automaticamente, rápido, mas automaticamente, tudo é limite, eu agora ter uma dor de cabeça, sinusite, por causa da cerveja que tomei ontem, eu estar com um pé apoiando-se em outro, o pescoço doendo, a voz lá fora, distante e perto, do apartamento do lado, esta vontade ainda um pouco distante de conversar, a vizinha aparecendo, de quando em quando, na minha cabeça, esta meleca no nariz, este pigarro, a boca seca, o meu pinto mole, eu ser eu, tudo é limite, tudo, a impotência de não poder acionar os fios de um outro mundo, onde não tenha nada desses limites aqui apresentados, além dos aqui não mostrados, um mundo sem o fmi, sem o banco mundial, sem o império chinês, português, inglês, americano, egípcio, e outro qualquer, não este de ilimitados limites ilimitados ou limitados limites ilimitados ou este não este como sul, norte, oeste, leste, tudo, sim, tudo são limites e só existem, acreditem, a vida pode, todos esses limites só existem, só estão aí, aqui, ali e lá, pra gente viver o impossível

15/11/2011

oprimido


os lixos da história
este poema e tantos outros
os lixos da história
de traição e de dominação,
são crimes sanguinários
artes assa-cínicas
os lixos da história,
os saberes, os dizeres e os quereres,
e não os lixos, os despojos de nojos,
mas as oficialidades, os rituais, as boas maneiras
o belo amor, a paternidade, o ser médico, presidente
professor, potente ou carente, com dente ou sem dente
a minha vidinha besta, as prestações, o eu ser hetero
ou gay, negro ou branco, criança ou adulto, mulher ou homem,
pobre ou rico, ocidental ou oriental, crente ou descrente,
os lixos da história, a liberdade, a igualdade, a fraternidade,
o primeiro colocado seja lá no que for
e também o último, e também o nem um nem outro
os lixos da história,
o moralista e o imoralista,
o utopista ou o niilista
o opressor e o oprimido
o caçador e o caçado
o patrimônio material e simbólico
a alta e a baixa culturas
os lixos da história
a imparcialidade e a parcialidade
a seriedade e a sua falta,
o corrupto e o honesto
o competente e o incompetente
o pré-moderno, o moderno e o pós-moderno
o agrário, o industrial e o pós-industrial
o alfabetizado e o analfabetizado,
os lixos da história
o humanista ou o misógino
o trabalhador formal e o informal
o pleno emprego e o desempregado

tudo é lixo da história
porque é lixo tudo que produzimos,
e que chamamos de cultura,
é lixo tudo o que designamos como bom
e o que chamamos de mal,
o limpo e o sujo,
o normal e o anormal,
tudo lixo da história,
todos nós, sem exceção,
sem exceção, ouviram,
ninguém nem nada escapam,
lixo, lixo e lixo
tudo é lixo, a generalidade,
da manada,
e a singularidade,
dos bem pensantes

tudo é lixo
enquanto existir
literal ou metafísicamente
o oprimimido