17/10/2009

floral

à guerra ao terrorismo global
a floração da viração da rebelião
fora do arsenal humanitário da guerra total
fora ao USA e abUSA, o terrorismo fatal
do americano sistema social, inquisitorial

à campanha mundial contra a heresia
com sua visão da ordem estabelecida, farsal
a biodiversidade de sementes de mentes,
civil desobediência abelhal
enxames de galáxias de asas, insistentes,
fenomenal,
invencível,
abraçal
lunática contra-ofensiva de faces,
pluvial

aos crimes de gerra de bush e obama
e de todo império, que tal,
chamemos pelo nome: o mal, em maniqueísmos,
a artilharia de socialismos de ismos istmos sismos
de loucas alegrias de vivacidades,
que tal: sem sofreguidão
que tal: sem servidão
nas veludosas vozes soltas de revoltas de não,
ventos de eventos de livre ação
ventos de vendaval, vibração
facetoface, na horizontal, respiração
a negar o sim a qualquer alçapão, prisão
aluvião de terráqueas luas de não
ao absurdo mundo surdo,
infernal
vertical,
serviçal,
não à cervical coluna noticial:
... quando a guerra metamorfoseou-se,
e, sob bush, justiça infinita, tornou-se.
... quando o meritório empreendimento humanitário
fez a discordância pacífica, a luta do libertário,
tornar-se heresia, planetária vitória da hipocrisia.
... quando o conselho de guerra dos Estados Unidos
é o mesmo que o Conselho de Segurança contra os banidos
...quando o Nobel é novel sinal verde a obama
pra invadir o vermelho sangue existencial,
... quando a matança infantil é anunciada como dano colateral,
... quando aquele que resiste à invasão é o terrorista, o demencial,
... quando técnicas avançadas de tortura e interrogatório
são utilizadas pra proteger operações de fuzilamento, com supositório,
...quando a guerra nuclear antecipada é anunciada como autodefesa,
...quando armas nucleares táticas são consideradas inofensivas
pra população civil, indefesa,
... quando três quartos dos rendimentos dos EUA
sequestro da produção da riqueza almal e corpal
global
são atribuídos às armadas forças, um golpismo nacional,
...quando o comandante em chefe da maior força terrorista do planeta,
os estados unidos da América,
é apresentado como pacificador, assim, de veneta
... quando um avião sem piloto, com um sugestivo nome de predator,
teleguiado, por videogames instâncias,
mata, voluntariamente, sem ânsias,
tudo que respira, à distância,
é porque estamos na encruzilhada da mais série crise da história
...quando EUA, OTAN e Israel lançaram uma ofensiva militar global
que ameaça o presente e o futuro da humanidade
...quando o prêmio Nobel é propaganda e distorção
a favor da longa guerra do pentágono, extorsão,
.... quando o pentágono é o abstrato bélico nome
dos 5 parasitas do apocalipse:
1. as multinacionais do dinheiro: banqueiros
2. as multinacionais do petróleo: petroleiros
3. as multinacionais da indústria cultural: fofoqueiros
4. as multinacionais dos narcóticos: trafiqueiros
5. as multinacionais das armas: fuzileiros

... quando a expansão da indústria da guerra global,
é medieval irmandade comercial,
... quando os cinco tentáculos da cleptocracia imperial,
é o mercado de consumo geral
compra e venda,
impessoal
pessoal direito de escolha,
venal
é porque todos financiamos
a III guerra mundial


a saída é vital,
flores, e não dinheiro,
pras 5 raposas do viveiro

12/10/2009

o amor é

o amor é
cinismo
hipocrisia
indiferença
preconceito
ódio
extorsão
esperteza
mentira
fingimento
dissimulação
fúria
traição
covardia
egoísmo
inveja
cafajestice
desprezo
violência

ao cinismo
à hipocrisia
à indiferença
ao preconceito
ao ódio
à extorsão
à esperteza
à mentira
ao fingimento
à dissimulação
à fúria
à traição
à covardia
ao egoísmo
à inveja
à cafajestice
ao desprezo
à violência

em si
em ti
alhures
aqui
ali
em nós mesmos

03/10/2009

falocentrismo

foda-se
pro falo

se
o halo
é calo
não é coroa
de rei ou rainha
pode procurá-la
que é rinha
briga de galo
também não é chifre
a coroa
não
irá encontrá-lo

não importa
se o for
o falo
por outras vias
te fala
te entala
é onipresente
deus
com o dedo em riste
inadvertidamente
na terra afunda
com ou sem despiste
em sua bunda
a enrabichá-la
ainda que imunda
vagabunda
o falo
de deus
no planeta
lucro de eus
a atá-lo
a roubá-lo
a matá-lo
o falo de deus
no homem
a estuprá-lo

ditadura
de falos
na divisão totalitária
de fatos
de
halos
de
sexos
castas
espécies,
de falhos
atos,
de retratos

aqui o falo fala
falo é falo
cada um
com seu atalho
espora de galho
colcha de retalho
jogo de baralho
o cheiro de alho
pro vampiro falo
é orvalho
na cara
do caralho

o falo
coringa
respinga
não esconde
é cavalo
grande falo
grande irmão
a cavá-lo
dura
ação
furacão

foda-se
pro falo
se no difuso mistério
o falo brucutu
leste/oeste/norte/sul
boceta ou cu
vitupério
enfia a pica
do império
bem no meio
da paz
dos cemitérios

de falo a falo
mortandade
de falo a falo
impunidade
de falo a falo
imbecilidade
de falo a falo
exclusividade
o homem
com fome
seu abdômen
come

foda-se
pro falo
quando
fazer a corte
é o mesmo que fazer
o corte
na carne viva
a morte

foda-se
pro falo
se me atravessa
a travessia
da trave
ao avesso
reverso
inverso
verso
me atravessa
te atravessa

não importa
foda-se
pro falo
se é gay
se é hetero
mulher
homem
criança
virgem
puta
não importa

uma constelação
de falo
te fala
te cala

22/09/2009

Matrix

tudo é uma putaria só
sob a rédea de o tem que ser assim
temos que sobreviver!
desde a puta da playboy,
a puta com seus putos dólares
a famosa gostosa do canal tal
dominical
ou a puta da camponesa zona rural
ou urbana, pobre, orfal
ou o informal operário semanal
ou mesmo o fixado salário mínimo madrugal
ou o milionário sem igual
de wall street , filhadaputal
tudo é uma putaria só
o sistema
em que tudo é venda
mais-valia roubal
é também
menos-valia da falência
geral

14/09/2009

poesia panfletária

pseudo tempo cíclico
ladras mãos invisíveis
parasitas intangíveis:
mercadoria pro dinheiro
dinheiro pro banqueiro
banqueiro pro puteiro
puteiro pro lixeiro
lixeiro pro banheiro
esgoto nas periferias do mundo inteiro
e é sempre de cima pra baixo
o cíclico tempo do dinheiro
no sábado beija,
venham todos, diz,
temos arroz e chocolate
o chicote é cão que late!
ganhar mentes e corações,
no domingo ameaça violações
na segunda
ampulheta da morte empunha,
apocalípticas bestas das intro(missões)
o que damos, dizem, é mais que a soma das partes
é o próprio tempo cíclico de nossa superioridade
imperial,
vicioso círculo fenomenal:
intro-missões civilizatórias
destino manifesto
direito divino pra espalhar
a democracia do cíclico tempo sifilítico
pelo bravo mundo bárbaro
guerras gerais
ainda que na pseudo paz
por isso, religiosamente, acredite
pseudo inteligentemente:
não existe ideologia
o engajamento da literatura é com ela mesma
não tem literatura revolucionária sem forma revolucionária
no cínico tempo virtuoso:
a metamorfose do bom moço mafioso
obama é de esquerda
de direita
ultra-esquerda e
ultra-direita
obama é o ismo de todos os idiotismos
diga isto, sobre o tempo cíclico do divino,
sou o negro no centro gozal do poder imperial
infelizmente tem que ter palmatória sacrificial
diga isto:
a um menino afegão,
cuja família explodiu pelos ares
vitimada pelas bombas tripuladas
por aviões não tripulados
pelo manifesto destino de matar
diga isto a uma menina palestina
sem braços, cega, e sem pernas
diga pra essa menina órfã
diga que existem inteligentes bombas
engenho e arte de orfandades
diga sobre o imperativo do império da lei
que é invisível o patriarcado das inevitabilidades
com seus falos falsos pilares sagrados de imutabilidades:
a espionagem,
do arco-íris nos olhos da orfandade,
o segredo,
pra matar sem piedade
a conspiração,
no sorriso da americana felicidade
estratégia de simpática impunidade
brilhante ato de hipnose
viva a santíssima trindade
USA E ABUSA E CONSUMA
marca que promete algo especial
perpétuo estado de infantilismo espacial
a marca obama surreal
ópio da esperança
no lugar do ópio do povo
é sempre mais mortes de novo

pseudo amor
fulgor
vigor
de rancor
de terror
dissolução geral de temor
solução parcial
pedagogia da submissão
pedagogia da prostituição

aqui nunca acontecerá nada
e nada nunca acontecerá
Jogar o jogo fora da regra do jogo
Jogar a regra do jogo
ao tempo vivido
ao temo vívido
ao tempo ávido
ao tempo híbrido
Sentido precariamente
sentido
delatado
divisão social do trabalho intelectual
trabalho intelectual da divisão
juízo de um mundo pouquíssimo capaz de juízo
essa é a radicalidade:
pseudo ilusões
pseudo imaginações
pseudo transformações
we can
tudo é incrível
pseudo invencível
we can
a casa branca no kênia
acena, que é imperdível

ao poder invisível
a verdade do possível
no tesão do impossível
a poesia nas bordas dos limites
a poesia de abismos ilimitados
de abertos tempos de espaços
dilatados
porque, em tempo de engano universal
a verdade poética é revolucionária
ato de coragem panfletária
que não obedece
porque é livre
que não mata
porque inventa,
cria,
que não rouba
porque compartilha
cicia
propicia

06/09/2009

pichação

pichadores do mundo,
uni-vos
pichai a casa de burgueses,
as mais improváveis,
de seguranças intocáveis,
vigias implacáveis

cerebrai, pichadores,
por driblá-los como um artilheiro
bem na área do campo do adversário
e gozai com seu pincel
borrando, com pixel,
o centro bancário anal
do frangueiro goleiro
a defender o portal
dos donos do dinheiro

pichadores
pichai os valores ocidentais
os dentifrícios publicitários
sorrisos dos mais iguais que iguais
atores/atrizes de cinemas imperiais

pichadores,
se um pichador conselho meu,
for impossivelmente possível

no vice-versa do versa-vice
te pediria juízo,
ainda que sem juízo,
pra pichar, com táticas e estratégias,
ainda que com risco
o pentágono,
a Cia
a OTAN
e tudo
que submete
que impõe
que domina
que humilha
ainda que pareça glamour
que fale mon amour

pichai, pichadores,
pichai todo e qualquer monopólio interpretativo,
mesmo que disfarçado de oligopólio
ou de diversidades de escolhas
de escolher o que é sempre a mesma coisa
dentro de um mesmo modelo supositório
digo, civilizatório
pichai as bandeiras artísticas
das artes sem bandeiras
pasárgadas de direitos civis
arcádicos engodos primaveris
na multiplicidade de vozes servis
ao rei, o que é do rei,
pichai a reificação da forma pela forma
a centralidade desfundamentalista,
que torna
essencial, as inessências
verdadeiro, as aparências
metafísico, o fim da metafísica
maniqueísta, o fim do maniqueísmo
punhetas poli-oligo-fônicas,
dilúvios de individualismo
na quintessência de 500 milhões de anos
de fotossíntese acumulada,
sob o viva a forma da posse da fama
que ama fósseis combustíveis
tudo pra pilharmos em 2 séculos
viva a liberdade de saquear!
a que chamamos de direitos fuzis,
digo, civis

pichai, pichadores,
com suas escritas analfabéticas
jorros de negras tintas espermáticas
o muro bem pintado das escritas performáticas


pichadores de infra-supra-mundos
revolucionária consciência de classe
é o que vos peço
deixai de lado as sucateadas instituições públicas
principalmente as escolas da periferia
tão já neoliberalmente pichadas
pichai a Rede Globo de Televisão
e as outras redes de comunicação
pichai os bairros ricos
deixai de lado os pobres bairros pobres
sujos de indiferença
pichai as multinacionais
seus imponentes muros monumentais
os bairros ricos, pichadores,
é lá que deveis pichar
sujai o limpo e o bem cuidado
sujai o feliz e o bem resolvido
sujai o politicamente correto
aquele que não tem culpa de nada
porque aceita, olha só, o gay
o travesti, o negro e o índio
e até mesmo o podre,
que gente boa!
pichai esse filho de uma santa
que a puta não merece
a revolta atrevida de sua arte
protegei-a, a puta,
pichai, no lugar dela,
o feliz domínio de dominó
de muros murros de verniz
endeusada meretriz

01/09/2009

vaga-lume

vejo o rosto da rosa,
em aclamação vaporosa,
no estômago dos olhos da infância preciosa
rosa de rosto que precede toda ordem institucional
por ser antes de qualquer juiz ou foro ou tribunal
por ser o antes do antes,
a justiça pros injustiçados
os povos ovos do mundo,
todos os mortos no decorrer
da farsesca tragédia burlesca
da humana ilhada vomitada história,
os constelares ovários ovos do mundo,
dos passados, dos presentes e dos futuros,
famintos de danças de cantos de pujanças,
os ovos vôos de mundos de entôo:
acusemos de crime inafiançável,
com prisão perpétua,
e trabalho forçado,
e reeducação psicológica,
porque crime algum é individual,
acusemos a administração Clinton,
como sismo sintoma parasitário
de qualquer império
de espertos belicosos otários
acusemos,
a partir de 1993,
de:
1. Bombardeio no Iraque
2. Assassinato de milhares de somalis
3. Plano Colômbia:
Nove anos depois, Colômbia é a principal fornecedora de cocaína e heroína pros EUA
4. Operação Tormenta de Croácia: urânio empobrecido e epidemia de casos de câncer
5. Ataque com mísseis de cruzeiro contra Afeganistão e Sudão
6. Operação Raposa do Deserto, mais iraquianos mortos
7. 78 dias de ataque da Otan contra Yuguslávia
8. Modelo de exportação: petróleo, armas, drogas
9. Colômbia, Kosovo, Iraque

eis que anos depois, a senhora Clinton, como secretária de Obama, na democracia dos déspotas fascistas,
sorridentes
inteligentes
previdentes
a administrar o estado geral das energias vitais,
os infinitesimais nomes-vida, em ecossistemas plurais
pra vampirizar os glóbulos vermelhos comunais
dosificando mortes
pra melhor rentabilizar
egóticas punhetas de incestos ancestrais
na penetração estupradora, on-line,
nas contas góticas de coisificação
que nada mais são que táticas
de extenuação
de apart-ação
de emigração
na migração
nesse exílio de murros
subjetividades de muros
metamorfoses de putrefação
amores em apuros,
choro de chorumes
pois o complexo industrial-militar
da besta americana artilharia de matar
ou da vespa ferroada de oligopólios venenos
de eliminar
inclusive o comum americano a vicejar
ou a pretender
visto que não existe inimigo mais letal
hoje mais do que nunca
do americano mesmo, como um de nós,
igual
que os abutres zumbis sem Palmares
a caçar as almas de palmas palmeiras
sanguessugando libertárias palmas de mares
a partir de seus altos altares
de impessoais democracias de palmatórias
contra tudo que respira outras histórias
porque são abutres
com o perdão do abuso no uso em vão
de tão nobre lúgubre ave necessária:
os urubus
porque são abutres
as hierarquias das oligarquias
epicentro dos despojos de nojos
no império das técnicas de extermínio
aos brilhantes olhares de fascinantes fascínios -
os poros gês-tálticos
de gozos gês-fálicos
em gês-líricos lírios delírios de sêmens
gês-rítmicos
ao escrever o ver de conter
pontos gês-sísmicos
no mais-gozar de escrever o escrito
escrevendo-se
anterior à gramática
à metáfora
fora da metonímia das pantomimas
longe de qualquer dizer que seja o dito
no nome do que é nomeado
árvore pra árvore
sem o arvoredo de verdejantes enredos
ou solo pro chão
sem o sol na multidão de girassol
porque não tem árvore no nome árvore
se no dentro do dentro no dentro
as entradas e as saídas
não sejam o fora do fora do fora
em desforra
à força da forca
ao mortal
nome
não

ao lume
do vaga-lume