a fernando pessoa
eu, quem sou,
pra que desista
de ser
fascista
nazista
ou alguma pista
de ser
bem comportado,
terrorista?
eu, quem sou,
pra que me acovarde
diante do fogo
que arde
e à vida
invade
com as labaredas
da arte?
eu , quem sou,
pra que me deprima
e assim redima
a cretina rotina
de tudo que oprima?
eu, quem sou,
pra que sinta medo
de viver,
livre,
sem arremedo?
eu, quem sou,
pra que comparta
a verdade de Midas
a reluzir o que sinta
ser verdadeiro
o que minta,
a farsa eu-cêntrica
dos canalhas
dos vendidos,
dos assassinos,
dos sérios,
dos cretinos
dos oligarcas,
nesta militar
civil guerra
ordinária,
planetária?
eu, quem sou,
pra falar a verdade
das mentiras
das modas
das hipocrisias
dos saberes
dos poderes
das ciências
das ciências
deus meu
das técnicas,
das magias
dos horrores
rigores
das metodologias
como se não fossem
fel
impostoras filosofias
melado ao invés de mel?
eu quem sou,
pra que me humilhe,
ajoelhe,
rasteje
confesse,
em louvação
nos pés
da reificação
eu, que sou
pra que agrida
e seja agredido,
com as sentidas
armas dos convencidos
ou mesmo as ressentidas
as perdidas armas
dos vencidos?
eu, quem sou,
pra não me permitir
morrer
de eus
que tenho sido,
adoecido?
quem sabe
assim
possa nascer
nem eu,
sujeito,
nem algo,
objeto
mas outro,
outra
mente
15/11/2009
17/10/2009
floral
à guerra ao terrorismo global
a floração da viração da rebelião
fora do arsenal humanitário da guerra total
fora ao USA e abUSA, o terrorismo fatal
do americano sistema social, inquisitorial
à campanha mundial contra a heresia
com sua visão da ordem estabelecida, farsal
a biodiversidade de sementes de mentes,
civil desobediência abelhal
enxames de galáxias de asas, insistentes,
fenomenal,
invencível,
abraçal
lunática contra-ofensiva de faces,
pluvial
aos crimes de gerra de bush e obama
e de todo império, que tal,
chamemos pelo nome: o mal, em maniqueísmos,
a artilharia de socialismos de ismos istmos sismos
de loucas alegrias de vivacidades,
que tal: sem sofreguidão
que tal: sem servidão
nas veludosas vozes soltas de revoltas de não,
ventos de eventos de livre ação
ventos de vendaval, vibração
facetoface, na horizontal, respiração
a negar o sim a qualquer alçapão, prisão
aluvião de terráqueas luas de não
ao absurdo mundo surdo,
infernal
vertical,
serviçal,
não à cervical coluna noticial:
... quando a guerra metamorfoseou-se,
e, sob bush, justiça infinita, tornou-se.
... quando o meritório empreendimento humanitário
fez a discordância pacífica, a luta do libertário,
tornar-se heresia, planetária vitória da hipocrisia.
... quando o conselho de guerra dos Estados Unidos
é o mesmo que o Conselho de Segurança contra os banidos
...quando o Nobel é novel sinal verde a obama
pra invadir o vermelho sangue existencial,
... quando a matança infantil é anunciada como dano colateral,
... quando aquele que resiste à invasão é o terrorista, o demencial,
... quando técnicas avançadas de tortura e interrogatório
são utilizadas pra proteger operações de fuzilamento, com supositório,
...quando a guerra nuclear antecipada é anunciada como autodefesa,
...quando armas nucleares táticas são consideradas inofensivas
pra população civil, indefesa,
... quando três quartos dos rendimentos dos EUA
sequestro da produção da riqueza almal e corpal
global
são atribuídos às armadas forças, um golpismo nacional,
...quando o comandante em chefe da maior força terrorista do planeta,
os estados unidos da América,
é apresentado como pacificador, assim, de veneta
... quando um avião sem piloto, com um sugestivo nome de predator,
teleguiado, por videogames instâncias,
mata, voluntariamente, sem ânsias,
tudo que respira, à distância,
é porque estamos na encruzilhada da mais série crise da história
...quando EUA, OTAN e Israel lançaram uma ofensiva militar global
que ameaça o presente e o futuro da humanidade
...quando o prêmio Nobel é propaganda e distorção
a favor da longa guerra do pentágono, extorsão,
.... quando o pentágono é o abstrato bélico nome
dos 5 parasitas do apocalipse:
1. as multinacionais do dinheiro: banqueiros
2. as multinacionais do petróleo: petroleiros
3. as multinacionais da indústria cultural: fofoqueiros
4. as multinacionais dos narcóticos: trafiqueiros
5. as multinacionais das armas: fuzileiros
... quando a expansão da indústria da guerra global,
é medieval irmandade comercial,
... quando os cinco tentáculos da cleptocracia imperial,
é o mercado de consumo geral
compra e venda,
impessoal
pessoal direito de escolha,
venal
é porque todos financiamos
a III guerra mundial
a saída é vital,
flores, e não dinheiro,
pras 5 raposas do viveiro
a floração da viração da rebelião
fora do arsenal humanitário da guerra total
fora ao USA e abUSA, o terrorismo fatal
do americano sistema social, inquisitorial
à campanha mundial contra a heresia
com sua visão da ordem estabelecida, farsal
a biodiversidade de sementes de mentes,
civil desobediência abelhal
enxames de galáxias de asas, insistentes,
fenomenal,
invencível,
abraçal
lunática contra-ofensiva de faces,
pluvial
aos crimes de gerra de bush e obama
e de todo império, que tal,
chamemos pelo nome: o mal, em maniqueísmos,
a artilharia de socialismos de ismos istmos sismos
de loucas alegrias de vivacidades,
que tal: sem sofreguidão
que tal: sem servidão
nas veludosas vozes soltas de revoltas de não,
ventos de eventos de livre ação
ventos de vendaval, vibração
facetoface, na horizontal, respiração
a negar o sim a qualquer alçapão, prisão
aluvião de terráqueas luas de não
ao absurdo mundo surdo,
infernal
vertical,
serviçal,
não à cervical coluna noticial:
... quando a guerra metamorfoseou-se,
e, sob bush, justiça infinita, tornou-se.
... quando o meritório empreendimento humanitário
fez a discordância pacífica, a luta do libertário,
tornar-se heresia, planetária vitória da hipocrisia.
... quando o conselho de guerra dos Estados Unidos
é o mesmo que o Conselho de Segurança contra os banidos
...quando o Nobel é novel sinal verde a obama
pra invadir o vermelho sangue existencial,
... quando a matança infantil é anunciada como dano colateral,
... quando aquele que resiste à invasão é o terrorista, o demencial,
... quando técnicas avançadas de tortura e interrogatório
são utilizadas pra proteger operações de fuzilamento, com supositório,
...quando a guerra nuclear antecipada é anunciada como autodefesa,
...quando armas nucleares táticas são consideradas inofensivas
pra população civil, indefesa,
... quando três quartos dos rendimentos dos EUA
sequestro da produção da riqueza almal e corpal
global
são atribuídos às armadas forças, um golpismo nacional,
...quando o comandante em chefe da maior força terrorista do planeta,
os estados unidos da América,
é apresentado como pacificador, assim, de veneta
... quando um avião sem piloto, com um sugestivo nome de predator,
teleguiado, por videogames instâncias,
mata, voluntariamente, sem ânsias,
tudo que respira, à distância,
é porque estamos na encruzilhada da mais série crise da história
...quando EUA, OTAN e Israel lançaram uma ofensiva militar global
que ameaça o presente e o futuro da humanidade
...quando o prêmio Nobel é propaganda e distorção
a favor da longa guerra do pentágono, extorsão,
.... quando o pentágono é o abstrato bélico nome
dos 5 parasitas do apocalipse:
1. as multinacionais do dinheiro: banqueiros
2. as multinacionais do petróleo: petroleiros
3. as multinacionais da indústria cultural: fofoqueiros
4. as multinacionais dos narcóticos: trafiqueiros
5. as multinacionais das armas: fuzileiros
... quando a expansão da indústria da guerra global,
é medieval irmandade comercial,
... quando os cinco tentáculos da cleptocracia imperial,
é o mercado de consumo geral
compra e venda,
impessoal
pessoal direito de escolha,
venal
é porque todos financiamos
a III guerra mundial
a saída é vital,
flores, e não dinheiro,
pras 5 raposas do viveiro
12/10/2009
o amor é
o amor é
cinismo
hipocrisia
indiferença
preconceito
ódio
extorsão
esperteza
mentira
fingimento
dissimulação
fúria
traição
covardia
egoísmo
inveja
cafajestice
desprezo
violência
ao cinismo
à hipocrisia
à indiferença
ao preconceito
ao ódio
à extorsão
à esperteza
à mentira
ao fingimento
à dissimulação
à fúria
à traição
à covardia
ao egoísmo
à inveja
à cafajestice
ao desprezo
à violência
em si
em ti
alhures
aqui
ali
em nós mesmos
cinismo
hipocrisia
indiferença
preconceito
ódio
extorsão
esperteza
mentira
fingimento
dissimulação
fúria
traição
covardia
egoísmo
inveja
cafajestice
desprezo
violência
ao cinismo
à hipocrisia
à indiferença
ao preconceito
ao ódio
à extorsão
à esperteza
à mentira
ao fingimento
à dissimulação
à fúria
à traição
à covardia
ao egoísmo
à inveja
à cafajestice
ao desprezo
à violência
em si
em ti
alhures
aqui
ali
em nós mesmos
03/10/2009
falocentrismo
foda-se
pro falo
se
o halo
é calo
não é coroa
de rei ou rainha
pode procurá-la
que é rinha
briga de galo
também não é chifre
a coroa
não
irá encontrá-lo
não importa
se o for
o falo
por outras vias
te fala
te entala
é onipresente
deus
com o dedo em riste
inadvertidamente
na terra afunda
com ou sem despiste
em sua bunda
a enrabichá-la
ainda que imunda
vagabunda
o falo
de deus
no planeta
lucro de eus
a atá-lo
a roubá-lo
a matá-lo
o falo de deus
no homem
a estuprá-lo
ditadura
de falos
na divisão totalitária
de fatos
de
halos
de
sexos
castas
espécies,
de falhos
atos,
de retratos
aqui o falo fala
falo é falo
cada um
com seu atalho
espora de galho
colcha de retalho
jogo de baralho
o cheiro de alho
pro vampiro falo
é orvalho
na cara
do caralho
o falo
coringa
respinga
não esconde
é cavalo
grande falo
grande irmão
a cavá-lo
dura
ação
furacão
foda-se
pro falo
se no difuso mistério
o falo brucutu
leste/oeste/norte/sul
boceta ou cu
vitupério
enfia a pica
do império
bem no meio
da paz
dos cemitérios
de falo a falo
mortandade
de falo a falo
impunidade
de falo a falo
imbecilidade
de falo a falo
exclusividade
o homem
com fome
seu abdômen
come
foda-se
pro falo
quando
fazer a corte
é o mesmo que fazer
o corte
na carne viva
a morte
foda-se
pro falo
se me atravessa
a travessia
da trave
ao avesso
reverso
inverso
verso
me atravessa
te atravessa
não importa
foda-se
pro falo
se é gay
se é hetero
mulher
homem
criança
virgem
puta
não importa
uma constelação
de falo
te fala
te cala
pro falo
se
o halo
é calo
não é coroa
de rei ou rainha
pode procurá-la
que é rinha
briga de galo
também não é chifre
a coroa
não
irá encontrá-lo
não importa
se o for
o falo
por outras vias
te fala
te entala
é onipresente
deus
com o dedo em riste
inadvertidamente
na terra afunda
com ou sem despiste
em sua bunda
a enrabichá-la
ainda que imunda
vagabunda
o falo
de deus
no planeta
lucro de eus
a atá-lo
a roubá-lo
a matá-lo
o falo de deus
no homem
a estuprá-lo
ditadura
de falos
na divisão totalitária
de fatos
de
halos
de
sexos
castas
espécies,
de falhos
atos,
de retratos
aqui o falo fala
falo é falo
cada um
com seu atalho
espora de galho
colcha de retalho
jogo de baralho
o cheiro de alho
pro vampiro falo
é orvalho
na cara
do caralho
o falo
coringa
respinga
não esconde
é cavalo
grande falo
grande irmão
a cavá-lo
dura
ação
furacão
foda-se
pro falo
se no difuso mistério
o falo brucutu
leste/oeste/norte/sul
boceta ou cu
vitupério
enfia a pica
do império
bem no meio
da paz
dos cemitérios
de falo a falo
mortandade
de falo a falo
impunidade
de falo a falo
imbecilidade
de falo a falo
exclusividade
o homem
com fome
seu abdômen
come
foda-se
pro falo
quando
fazer a corte
é o mesmo que fazer
o corte
na carne viva
a morte
foda-se
pro falo
se me atravessa
a travessia
da trave
ao avesso
reverso
inverso
verso
me atravessa
te atravessa
não importa
foda-se
pro falo
se é gay
se é hetero
mulher
homem
criança
virgem
puta
não importa
uma constelação
de falo
te fala
te cala
22/09/2009
Matrix
tudo é uma putaria só
sob a rédea de o tem que ser assim
temos que sobreviver!
desde a puta da playboy,
a puta com seus putos dólares
a famosa gostosa do canal tal
dominical
ou a puta da camponesa zona rural
ou urbana, pobre, orfal
ou o informal operário semanal
ou mesmo o fixado salário mínimo madrugal
ou o milionário sem igual
de wall street , filhadaputal
tudo é uma putaria só
o sistema
em que tudo é venda
mais-valia roubal
é também
menos-valia da falência
geral
sob a rédea de o tem que ser assim
temos que sobreviver!
desde a puta da playboy,
a puta com seus putos dólares
a famosa gostosa do canal tal
dominical
ou a puta da camponesa zona rural
ou urbana, pobre, orfal
ou o informal operário semanal
ou mesmo o fixado salário mínimo madrugal
ou o milionário sem igual
de wall street , filhadaputal
tudo é uma putaria só
o sistema
em que tudo é venda
mais-valia roubal
é também
menos-valia da falência
geral
14/09/2009
poesia panfletária
pseudo tempo cíclico
ladras mãos invisíveis
parasitas intangíveis:
mercadoria pro dinheiro
dinheiro pro banqueiro
banqueiro pro puteiro
puteiro pro lixeiro
lixeiro pro banheiro
esgoto nas periferias do mundo inteiro
e é sempre de cima pra baixo
o cíclico tempo do dinheiro
no sábado beija,
venham todos, diz,
temos arroz e chocolate
o chicote é cão que late!
ganhar mentes e corações,
no domingo ameaça violações
na segunda
ampulheta da morte empunha,
apocalípticas bestas das intro(missões)
o que damos, dizem, é mais que a soma das partes
é o próprio tempo cíclico de nossa superioridade
imperial,
vicioso círculo fenomenal:
intro-missões civilizatórias
destino manifesto
direito divino pra espalhar
a democracia do cíclico tempo sifilítico
pelo bravo mundo bárbaro
guerras gerais
ainda que na pseudo paz
por isso, religiosamente, acredite
pseudo inteligentemente:
não existe ideologia
o engajamento da literatura é com ela mesma
não tem literatura revolucionária sem forma revolucionária
no cínico tempo virtuoso:
a metamorfose do bom moço mafioso
obama é de esquerda
de direita
ultra-esquerda e
ultra-direita
obama é o ismo de todos os idiotismos
diga isto, sobre o tempo cíclico do divino,
sou o negro no centro gozal do poder imperial
infelizmente tem que ter palmatória sacrificial
diga isto:
a um menino afegão,
cuja família explodiu pelos ares
vitimada pelas bombas tripuladas
por aviões não tripulados
pelo manifesto destino de matar
diga isto a uma menina palestina
sem braços, cega, e sem pernas
diga pra essa menina órfã
diga que existem inteligentes bombas
engenho e arte de orfandades
diga sobre o imperativo do império da lei
que é invisível o patriarcado das inevitabilidades
com seus falos falsos pilares sagrados de imutabilidades:
a espionagem,
do arco-íris nos olhos da orfandade,
o segredo,
pra matar sem piedade
a conspiração,
no sorriso da americana felicidade
estratégia de simpática impunidade
brilhante ato de hipnose
viva a santíssima trindade
USA E ABUSA E CONSUMA
marca que promete algo especial
perpétuo estado de infantilismo espacial
a marca obama surreal
ópio da esperança
no lugar do ópio do povo
é sempre mais mortes de novo
pseudo amor
fulgor
vigor
de rancor
de terror
dissolução geral de temor
solução parcial
pedagogia da submissão
pedagogia da prostituição
aqui nunca acontecerá nada
e nada nunca acontecerá
Jogar o jogo fora da regra do jogo
Jogar a regra do jogo
ao tempo vivido
ao temo vívido
ao tempo ávido
ao tempo híbrido
Sentido precariamente
sentido
delatado
divisão social do trabalho intelectual
trabalho intelectual da divisão
juízo de um mundo pouquíssimo capaz de juízo
essa é a radicalidade:
pseudo ilusões
pseudo imaginações
pseudo transformações
we can
tudo é incrível
pseudo invencível
we can
a casa branca no kênia
acena, que é imperdível
ao poder invisível
a verdade do possível
no tesão do impossível
a poesia nas bordas dos limites
a poesia de abismos ilimitados
de abertos tempos de espaços
dilatados
porque, em tempo de engano universal
a verdade poética é revolucionária
ato de coragem panfletária
que não obedece
porque é livre
que não mata
porque inventa,
cria,
que não rouba
porque compartilha
cicia
propicia
ladras mãos invisíveis
parasitas intangíveis:
mercadoria pro dinheiro
dinheiro pro banqueiro
banqueiro pro puteiro
puteiro pro lixeiro
lixeiro pro banheiro
esgoto nas periferias do mundo inteiro
e é sempre de cima pra baixo
o cíclico tempo do dinheiro
no sábado beija,
venham todos, diz,
temos arroz e chocolate
o chicote é cão que late!
ganhar mentes e corações,
no domingo ameaça violações
na segunda
ampulheta da morte empunha,
apocalípticas bestas das intro(missões)
o que damos, dizem, é mais que a soma das partes
é o próprio tempo cíclico de nossa superioridade
imperial,
vicioso círculo fenomenal:
intro-missões civilizatórias
destino manifesto
direito divino pra espalhar
a democracia do cíclico tempo sifilítico
pelo bravo mundo bárbaro
guerras gerais
ainda que na pseudo paz
por isso, religiosamente, acredite
pseudo inteligentemente:
não existe ideologia
o engajamento da literatura é com ela mesma
não tem literatura revolucionária sem forma revolucionária
no cínico tempo virtuoso:
a metamorfose do bom moço mafioso
obama é de esquerda
de direita
ultra-esquerda e
ultra-direita
obama é o ismo de todos os idiotismos
diga isto, sobre o tempo cíclico do divino,
sou o negro no centro gozal do poder imperial
infelizmente tem que ter palmatória sacrificial
diga isto:
a um menino afegão,
cuja família explodiu pelos ares
vitimada pelas bombas tripuladas
por aviões não tripulados
pelo manifesto destino de matar
diga isto a uma menina palestina
sem braços, cega, e sem pernas
diga pra essa menina órfã
diga que existem inteligentes bombas
engenho e arte de orfandades
diga sobre o imperativo do império da lei
que é invisível o patriarcado das inevitabilidades
com seus falos falsos pilares sagrados de imutabilidades:
a espionagem,
do arco-íris nos olhos da orfandade,
o segredo,
pra matar sem piedade
a conspiração,
no sorriso da americana felicidade
estratégia de simpática impunidade
brilhante ato de hipnose
viva a santíssima trindade
USA E ABUSA E CONSUMA
marca que promete algo especial
perpétuo estado de infantilismo espacial
a marca obama surreal
ópio da esperança
no lugar do ópio do povo
é sempre mais mortes de novo
pseudo amor
fulgor
vigor
de rancor
de terror
dissolução geral de temor
solução parcial
pedagogia da submissão
pedagogia da prostituição
aqui nunca acontecerá nada
e nada nunca acontecerá
Jogar o jogo fora da regra do jogo
Jogar a regra do jogo
ao tempo vivido
ao temo vívido
ao tempo ávido
ao tempo híbrido
Sentido precariamente
sentido
delatado
divisão social do trabalho intelectual
trabalho intelectual da divisão
juízo de um mundo pouquíssimo capaz de juízo
essa é a radicalidade:
pseudo ilusões
pseudo imaginações
pseudo transformações
we can
tudo é incrível
pseudo invencível
we can
a casa branca no kênia
acena, que é imperdível
ao poder invisível
a verdade do possível
no tesão do impossível
a poesia nas bordas dos limites
a poesia de abismos ilimitados
de abertos tempos de espaços
dilatados
porque, em tempo de engano universal
a verdade poética é revolucionária
ato de coragem panfletária
que não obedece
porque é livre
que não mata
porque inventa,
cria,
que não rouba
porque compartilha
cicia
propicia
06/09/2009
pichação
pichadores do mundo,
uni-vos
pichai a casa de burgueses,
as mais improváveis,
de seguranças intocáveis,
vigias implacáveis
cerebrai, pichadores,
por driblá-los como um artilheiro
bem na área do campo do adversário
e gozai com seu pincel
borrando, com pixel,
o centro bancário anal
do frangueiro goleiro
a defender o portal
dos donos do dinheiro
pichadores
pichai os valores ocidentais
os dentifrícios publicitários
sorrisos dos mais iguais que iguais
atores/atrizes de cinemas imperiais
pichadores,
se um pichador conselho meu,
for impossivelmente possível
no vice-versa do versa-vice
te pediria juízo,
ainda que sem juízo,
pra pichar, com táticas e estratégias,
ainda que com risco
o pentágono,
a Cia
a OTAN
e tudo
que submete
que impõe
que domina
que humilha
ainda que pareça glamour
que fale mon amour
pichai, pichadores,
pichai todo e qualquer monopólio interpretativo,
mesmo que disfarçado de oligopólio
ou de diversidades de escolhas
de escolher o que é sempre a mesma coisa
dentro de um mesmo modelo supositório
digo, civilizatório
pichai as bandeiras artísticas
das artes sem bandeiras
pasárgadas de direitos civis
arcádicos engodos primaveris
na multiplicidade de vozes servis
ao rei, o que é do rei,
pichai a reificação da forma pela forma
a centralidade desfundamentalista,
que torna
essencial, as inessências
verdadeiro, as aparências
metafísico, o fim da metafísica
maniqueísta, o fim do maniqueísmo
punhetas poli-oligo-fônicas,
dilúvios de individualismo
na quintessência de 500 milhões de anos
de fotossíntese acumulada,
sob o viva a forma da posse da fama
que ama fósseis combustíveis
tudo pra pilharmos em 2 séculos
viva a liberdade de saquear!
a que chamamos de direitos fuzis,
digo, civis
pichai, pichadores,
com suas escritas analfabéticas
jorros de negras tintas espermáticas
o muro bem pintado das escritas performáticas
pichadores de infra-supra-mundos
revolucionária consciência de classe
é o que vos peço
deixai de lado as sucateadas instituições públicas
principalmente as escolas da periferia
tão já neoliberalmente pichadas
pichai a Rede Globo de Televisão
e as outras redes de comunicação
pichai os bairros ricos
deixai de lado os pobres bairros pobres
sujos de indiferença
pichai as multinacionais
seus imponentes muros monumentais
os bairros ricos, pichadores,
é lá que deveis pichar
sujai o limpo e o bem cuidado
sujai o feliz e o bem resolvido
sujai o politicamente correto
aquele que não tem culpa de nada
porque aceita, olha só, o gay
o travesti, o negro e o índio
e até mesmo o podre,
que gente boa!
pichai esse filho de uma santa
que a puta não merece
a revolta atrevida de sua arte
protegei-a, a puta,
pichai, no lugar dela,
o feliz domínio de dominó
de muros murros de verniz
endeusada meretriz
uni-vos
pichai a casa de burgueses,
as mais improváveis,
de seguranças intocáveis,
vigias implacáveis
cerebrai, pichadores,
por driblá-los como um artilheiro
bem na área do campo do adversário
e gozai com seu pincel
borrando, com pixel,
o centro bancário anal
do frangueiro goleiro
a defender o portal
dos donos do dinheiro
pichadores
pichai os valores ocidentais
os dentifrícios publicitários
sorrisos dos mais iguais que iguais
atores/atrizes de cinemas imperiais
pichadores,
se um pichador conselho meu,
for impossivelmente possível
no vice-versa do versa-vice
te pediria juízo,
ainda que sem juízo,
pra pichar, com táticas e estratégias,
ainda que com risco
o pentágono,
a Cia
a OTAN
e tudo
que submete
que impõe
que domina
que humilha
ainda que pareça glamour
que fale mon amour
pichai, pichadores,
pichai todo e qualquer monopólio interpretativo,
mesmo que disfarçado de oligopólio
ou de diversidades de escolhas
de escolher o que é sempre a mesma coisa
dentro de um mesmo modelo supositório
digo, civilizatório
pichai as bandeiras artísticas
das artes sem bandeiras
pasárgadas de direitos civis
arcádicos engodos primaveris
na multiplicidade de vozes servis
ao rei, o que é do rei,
pichai a reificação da forma pela forma
a centralidade desfundamentalista,
que torna
essencial, as inessências
verdadeiro, as aparências
metafísico, o fim da metafísica
maniqueísta, o fim do maniqueísmo
punhetas poli-oligo-fônicas,
dilúvios de individualismo
na quintessência de 500 milhões de anos
de fotossíntese acumulada,
sob o viva a forma da posse da fama
que ama fósseis combustíveis
tudo pra pilharmos em 2 séculos
viva a liberdade de saquear!
a que chamamos de direitos fuzis,
digo, civis
pichai, pichadores,
com suas escritas analfabéticas
jorros de negras tintas espermáticas
o muro bem pintado das escritas performáticas
pichadores de infra-supra-mundos
revolucionária consciência de classe
é o que vos peço
deixai de lado as sucateadas instituições públicas
principalmente as escolas da periferia
tão já neoliberalmente pichadas
pichai a Rede Globo de Televisão
e as outras redes de comunicação
pichai os bairros ricos
deixai de lado os pobres bairros pobres
sujos de indiferença
pichai as multinacionais
seus imponentes muros monumentais
os bairros ricos, pichadores,
é lá que deveis pichar
sujai o limpo e o bem cuidado
sujai o feliz e o bem resolvido
sujai o politicamente correto
aquele que não tem culpa de nada
porque aceita, olha só, o gay
o travesti, o negro e o índio
e até mesmo o podre,
que gente boa!
pichai esse filho de uma santa
que a puta não merece
a revolta atrevida de sua arte
protegei-a, a puta,
pichai, no lugar dela,
o feliz domínio de dominó
de muros murros de verniz
endeusada meretriz
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