21 de out de 2007

no ano x + 10

No ano x , y foi até a rua w e comprou uma pistola calibre progresso. No ano x + 10, y chegou em sua casa e desfechou tiros contra o corpo. Depois de morto, y foi aludido num telejornal. Neste, seu suicídio não simbolizava nada. Apenas mais um morrera. No entanto, o silêncio, dissimulado através da indiferença, dominou de tal maneira os espectadores, que seus corações falaram uma linguagem de mistério coletivo.
Y talvez fosse a liberdade? a desmassificação? O homem que se inventa? A mulher que se desmasculiniza? O jogo de gays nos jardins de caminhos que se bifurcam entre gostar de homem e mulher?
As multinacionais das rebeliões do sul e do Oriente Médio, com seus fundamentalismos de comunismos, de operaísmos, de chavismos, negrismos, indianismos, tribalismos, software de livres ismos, de teias de balanço nas veias abertas das redes de pluralismos, tomando a Bastilha dos endinherados fundamentalismos, acovardados em abstracionismos, exibicionismos de retardonarcisismos, sem lastros no rés-do-chão do enxame de músicas de vozes, abelhas e favos de melismos, na terra da letra que erra na treta, estrelas de individualismos de coletivismos, sem imperialismos?
De qualquer modo, estamos mortos?

2 comentários:

arquiteliteraturas disse...

No ano X, Y se afasta até à rua W. No ano X + 10, Y retorna mas se atravessa por vetores eivados de inverossimilhança. O jornal que alude ao fato, elude os leitores. Vamos ajudá-los.

Tomem-se os vetores V=(a,5b,-c/2) e W=(-3a,x,y). Agora, determinem-se X e Y, a fim de que VxW=0.

Quem são X, Y? Vejamos...

V x W = (5bY+c/2.x-(ay-3ac/2)+ax+15ab= (0,0,0) = 5by+cx/2-(ay-3ac/2)+ax+15ab=(0,0,0)
.:
1) 5by + cx/2 = 0
2) ay - 3ac/2 = 0
3) ax + 15ab = 0

Resolvam-se as equações nº 2 e 3 e obter-se-ão y e x.

Resolvendo-as,
2) ay-3ac/2=0 = a(y-3c/2)=0 = a=0 ou y=3c/2.

3) ax+15ab=o = a(x+15b)=0 = a=0 ou x=-15b.

Bem, obtidos x e y, nota-se que ainda continuam incógnitos. Aquele equivalendo-se a três vezes a metade do c; este, a 15 abaixo de zero vezes b. "Y talvez fosse a liberdade? a desmassificação? O homem que se inventa? A mulher que se desmasculiniza? O jogo de gays nos jardins de caminhos que se bifurcam entre gostar de homem e mulher?" (LUÍS, 2007). E x estaria à esquerda disso?

renata disse...

Pai amado, deu um nó na minha cabeça! nunca fui boa em matemática, mas, penso que certamente a indiferença e unilateralidade são um dos combustiveis para uma série de equações que resultam sempre em em 0.
abraços Luis nosso poeta/pensador
e ao colega que sempre
sempre nos brinda com seus comentários inusitados e inteligentes!