12 de abr de 2008

É TERNA

para o fazer e o nada feito
melhor será o guerreiro ato
de enganar o vazio do vazio
humano

lançando a aparência contra a matéria
e fazê-la projetar-se
não como uma instituição de prescrições
sim como uma flor
é terna.

19 comentários:

São disse...

Continuo a gostar da sua poesia. feliz fim de semana.

arquiteliteraturas disse...

No perímetro elíptico do vazio, do zephyrum humano, circulam as paixões que nunca têm fim. Nessa viagem antiperipléica, os seres se lançam à caça de instituições prescritivas (ativas ou passivas) pais, mães, babás, psicólogos, escravos, filhos carentes e pálios pandos que promovam a instituição de rituais destituídos de sentido, ou seja, buscam alguém de os sirva ou para servi-los, em todos os sentidos.

Mas para que servimos? Nós nos servimos?

Driblar o egoísmo e esculpir a ternura de vênus ou apolo na litofagia de nossos tesões, eis uma questão poética de Luis.

Ou será, também, poeticamente, apenas um jogo califônico, garimpando prazer na âmbígua possiblidade sintático-semântica de pôr em circulação as expressões "eterna" e "é terna"?

Aos poetas, se lhes aprazem o jogo, como se vê no "suor dos homens, a eva por ação", conforme o cantou Paulo Netto.

Abraço, Luis. Não me esqueci da promessa de seu livro nem da agradável festa que ingastou em grandes afirmações após o lançamento. Esses 40tões e 50tões (Paizinho de Ibiraçu) são muito doidos, vc não acha?

Eurico disse...

Sim. Como uma flor é terna, também é o ato, poético, de guerrear contra o vazio do vazio dos homen.
Mestre Luís, a cada dia se renova o meu deleite em vir aqui, em ver a cor, vadia e simbólica, de teu blog.
Grato pela visita no Eu-lírico.
Um poema só se completa no ato da leitura. Tenho me encontrado nas tuas leituras.
Abraçamigo.

Marina disse...

Muito lindo. Você é um verdadeiro mestre em jogos de palavras, sr. poeta. Prazer em conhecê-lo.

Vieira Calado disse...

Também gosto deste tipo de poemas.
Um abraço.

renata disse...

OI Luis, obrigada pela visita ao meu Blog e pelas palavras gentis.
Gosto muitos dos seus textos sobre o amor, a singeleza das coisas simples, tornam-se inesqueciveis para mim, assim como a flor é do seu poema.
abraços
re

Iosif Landau disse...

metáfora do heroi sem nome,
o homem guerreiro,o novo Sisifo

Serjones disse...

é terna e é duca também! bem louco.

Marina disse...

Reitero minhas palavras anteriores. Adorei o recado do fundo do mar.

Abraço, sr. Poeta!

Sandra Fonseca disse...

Gosto dessa poesia que brinca com as palavras, a poesia é(terna)...
Um abraço.

Ilaine disse...

Luis!

Belo e profundo o seu poema.

Parabéns, poeta.É maravilhoso percorrer estes versos com você.

Com carinho
Ilaine

Jacinta disse...

Seus versos me fazem ter certeza de que na simplicidade, encontra-se a (e)terna beleza, e na ternura, persiste a beleza da flor.
Abração
Jacinta

Layla Lauar disse...

Novamente encantada, lindo Poeta.

(fico constrangida de comentar aqui, pela excelência dos seus escritos e dos comentários).

beijo Poeta

Lyra disse...

Os pensamentos são como as flores, aquelas que apanhamos de manhã mantêm-se muito mais tempo viçosas.

Beijinhos e até breve.

;O)

Pia Fraus disse...

...e simplesmente, ser! bonito demais... até

Hanne Mendes disse...

Algum tempo sem passar por aqui e asim que chego encontro um texto no mínimo diferente dos outros que li por aqui. Face nova do poeta (?).
Ternura escorrendo em flor.

Abraço.

Andressa disse...

Maravilhoso...

:)
:)

Pia Fraus disse...

voltei... ri e reli... bom demais!
até

Raquel disse...

Flores e nada mais!!
Lindo o poema!
Beijos
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