11 de mai de 2008

Instituições

instituições são grades
grades seus lábios distantes, pertos
grades seus lubrificados lábios chamativos:
distintivos distintos dos abstratos versos.

instituições são grades
grades as vidas mortes lentas, fendas,
de reflexos sem nexos,
umbigos nutrindo o mundo:
de côncavos e convexos

instituições são grades
grades escuros caminhos
no país da luz, retratos vestidos
nus
de não sermos jus

grades apertos nos peitos desfeitos
dos feitos sem jeitos
dos homens:
racionais desconcertos

21 comentários:

Raquel disse...

Poema fore e verdadeiro!
Uma ótima semana!!
Beijos
http://sex-appeal.zip.net
http://cara-nova.zip.net

Iosif Landau disse...

que viva a liberdade!

Jacinta disse...

E...
institucionaliza-se a doença, os jeitos e os trejeitos.
Um abraço

Eurico disse...

A Poesia sobrevive às grades, às cercas e aos escuros caminhos. Aqui é o país da luz!
Salve, Mestre. Daqui do sítio poético posto-me ao teu lado, solidário nessa peleja da Poesia.

Lyra disse...

Hoje estou muito bem disposta, por isso quero apenas partilhar esta emoção deixando aqui um grande beijinho. Quero desejar-te uma excelente semana e agradecer as palavras e amizade que tens depositado no meu...caos.

Até breve!

;O)

Lyra disse...

Hoje estou muito bem disposta, por isso quero apenas partilhar esta emoção deixando aqui um grande beijinho. Quero desejar-te uma excelente semana e agradecer as palavras e amizade que tens depositado no meu...caos.

Até breve!

;O)

Ilaine disse...

Luis, bom amigo!

Suas visitas enchem meu dia de alegrias. O seu blog é um porto seguro, por onde gosto de viajar. Um lugar, um cais e uma canção.

Mravilhoso poema, muito profundo.

Estarei ancorando aqui...

Bj

Calebe disse...

Passando, desta vez, apenas para dizer que não me esqueci desse espaço onde - ainda nesses dias de hoje, tão ocos - se quedam poesias. Voltarei a fazer presença - só mais um tempinho desligado, só mais um tempinho, e depois estamos de volta.

Um abraço, e sinceramente, perdão pela ausência a esses nos seus posts-poesia,

Calebe Morais

Calebe disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Calebe disse...

"Ooh, stop.

With your feet on the air and your head on the ground,
Try this trick and spin it, (yeah) yeah,
Your head will collapse but there’s nothing in it,
And you’ll ask yourself:
'Where is my mind?'
[...]"

Where is my mind? - Pixies

[Uma pena que um monte de idiotas estejam regravando essa música. Mas, de algum modo, é legal ver que esse tipo de sentimento, então, está tomando a todos - ou melhor, esse tipo de frustração louca, (hiper)metropolitana]

Miguel Barroso disse...

Poeta, ainda bem que o descobri!
Abraços de um colega, A SEIVA

JOICE WORM disse...

Gosto quando conta dos lábios, como desejos...

Jacinta disse...

Oi Luis,
passei para lhe desejar uma ótima semana.
Um abraço

Calebe disse...

Dessa vez vim rever as minhas palavras e as suas...

Abraço,

Calebe

Lyra disse...

Viajo no tempo e no espaço, "rasgando" as grades, sentindo a emoção de cada palavra aqui lida e bebendo detalhadamente as lições de vida que essa viagem me dá.

Beijinhos e até breve.

;O)

Dauri Batisti disse...

Somos atravessados poe elas
e elas se propoem como defitinitavas.
Mas havemos de resistir, para instituir outras, que também depois serão destituídas.
A poesia estaria no movimento instituinte.

Ilaine disse...

Oi, Luis!

Como estás? Saudades!

Abraço

JOICE WORM disse...

Já consegui ver o umbral como grades. Daqui da Terra, é difícil escapar sem sofrer...(Joice Worm)
(Prof. tenho visitado o Blog da Raissa, mas ela está pouco inspirada. Aguardemos...)

Germano V. Xavier disse...

Saudações, mestre!
Você e seu jeito certo-incerto de escrever torto a linha mágica da poesia.

E grades existem para serem arrombadas, meu amigo.

Abraços de sempre e sempre.

Germano
Aparece...

Marina disse...

Tenho pena dos que são presos nessas instituições...

Lindo texto, poeta!
Abraço!

arquiteliteraturas disse...

Intituídas, sobrevivem ao culto ao personal; formais, libertam a civilização pela repressão; informais, materializam-se com modos de não-Estados (Ongs, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, corrupção etc.), derriçam o poder pararelo, vertical e oprimem na calada do não-lugar.

Liberdades? Consumam-se com moderação, nas crises de rebeldia sem calças e sem causas. Le mur et la grille aussi dans les accueillent et dans ils les protègent.