11 de abr de 2009

socialismo do século xxi

“Nadie puede parar una idea, cuyo tiempo ha llegado”, decía Victor Hugo. El Socialismo del Siglo XXI es una de las ideas cuyo tiempo ha llegado. Y nadie lo va a parar: ni las equivocaciones socialistas del pasado, ni las ilusiones capitalistas del presente.
heinz dieterich

socialismo que nem justiça sem fim
é a gargalhada do vira-lata em mim
tal que seu rabo, o do vira-lata, assim,
latindo , sem grego, inglês ou latim,
rege, igual um maestro canhestro,
a batuta do rabo do vira-lata, a esmo,
pra cá, pra lá, forte e fraquin
todo um mundo que fica nas costas
deste que se põe na frente, à mostra,
os valores ocidentais,
o mercado de capitais
o fascismo dos iguais,
os saberes oficiais
ainda que, como letais, roubem outros tantos mortais
todo um outro mundo rege alegre o rabo do vira-lata
nas costas do mundo das folhas de rosto das boas aparências das videntes evidências
nas costas de todas as vanguardas , estas que se dizem na frente, mas que se condominam
em dominâncias fechadas, de fachada
rege o rabo do viara-lata a orquestra esquerda das retaguardas,
lentas de tão volozes de acúmulos de tempos e de tumultos de ancestrais vultos
rebelando
a paixão sem fim
a solidariedade sem fim
a cooperação sem fim
a igualdade sem fim
a lascívia sem fim
rege o rabo alegre do vira-lata
nas costas das bélicas vanguardas
a multidão de qualquer coisa
sem cão de guarda
a puta
a mãe solteira
a órfã
a viúva
o lobo guará
o tizil no bambuzal que tem ninho de vendaval
rege o maestro em transe de alegria
o rabo do vira-lata,
na retaguarda de todas as pretensiosas vanguardas
rege:
o des machismo
a des xenofobia
a des homofobia
o des sexismo
o des racismo
a des exploração
a des dominação
a des opressão
o des preconceito
o des-antropomorfismo
rege sem nunca ter regido
porque é gratuita alegria sem fim
um não estar ainda
no não ao não ao sim
rege o rabo do vira-lata,
a puta que pariu:
o não senil
o não servil
o não vil
o não fuzil
parindo sins
de esperança
mutátil
de mudança
pluráctil
na presença
imaginária
fácil,
em que o complexo e o complicado,
o difícil, é mão visionária
a entretecer outro acontecer
fronteiras de beiras de eiras de zoeiras igualitárias
por isso que o rabo do vira-lata orquestra
as galinhagens
as piranhagens
as viadagens
as sacanagens
no arco-íris do errátil
no jazz do improviso do volátil
nas asas de um mundo sem funil,
fáctil de tão jazz de rés-do-chão do que é táctil,
por ser aqui, ali e lá, por ser atrás, frágil,
de cuidado a cuidado, ágil
o rabo orquestral do vira-lata grita a desritmia do vibrátil
na alegria órfã,
de vira-láctea a vira-láctea,
do amor lácteo
no socialismo de ismos sismos de estômagos de risos
pluri-bacanal sensacional de rabo de flechas de ouriços
nas veias artérias de artes atéias
de vias-lácteas

5 comentários:

Eurico disse...

Evoé! Poeta da voz incendiária! Faltava-me esse jazz arrebatado e arrebatador. Esse hip-hop de imagens, de idéias, de latidos poéticos. Cá estou a executar a sinfonia da vida, sob a batuta dodecafonica do rabo do vira-latas.
Evoé, Mestre! Meu padrinho da blogosfera! Vc fazia uma falta danada!

Maybe Tomorrow disse...

É Luis, que sabe diz, quem não sabe lê e parabeniza.


Feliz Páscoa ! Abrs Yvy

renata disse...

Oi Lu, passei por aqui...
Olha, acredito que teu intento de "outros eus" está se concretizando...
Parabéns
Abraçofraterno
sua orientandaantesdesorientadaagora nocaminho (salve Florbela Espanca!/Aleluia!)
Renata

Letícia disse...

Fico feliz que tenha voltado a escrever em seu blog, Luis. E, como sempre, você corta quando escreve.

"é a gargalhada do vira-lata em mim."

(Luis Eustáquio)

Beijos.

Jacinta Dantas disse...

Caramba, homem,
você volta e dá voltas em minha cabeça com esse jeito regente e "regido"( ai meu Deus, existe essa palavra?) que se faz presente nessa roda viva.
Adorei sua volta a esse mundo.
Um abraço