12 de ago de 2009

fora da gramática

Amplia amplia amplia,
minha inteligência
Amplia amplia amplia,
minha afetividade
Amplia amplia amplia,
minha ação política
Transformando
Consubstanciando
Ecos de ecos de mais ampliando
Amplia amplia amplia
Cosmologicamente amplia
Muito mais que hegemonicamente
Que globalmente
Que localmente
Que totalmente
Que imbecilmente
Amplie amplie amplie
Em todos os poros do mundo
Onde a vida vive
Amplie
Não pra ser narcisista
Pra dominar
Pra impor
Amplie-me
Pra que em mim
Não mais sendo eu
outro mundo não eu
Seja todo mins
Em sis
Em tis
Em ninguéns
Sendo todo tudo demais

10 comentários:

Yvy disse...

Luiiiiiiiiiiiiiiiiiiiis,arrasou.
Oooooooooooh, delirei!

"Amplie-me
Pra que em mim
Não mais sendo eu
outro mundo não eu
Seja todo mins
Em sis
Em tis
Em ninguéns
Sendo todo tudo demais"

Beijos meus!

Eurico disse...

"E de que adianta eu ser eu em relação a mim mesmo", não é mesmo, Mestre Luís.

Ando meio afastado por obra de uma cirurgia. Volto, aos poucos, enquanto convalesço.


Abraço fraterno e ecossocialista.

Euza disse...

Este ampliar, tendo o outros (ou outros) como foco, é um pedido de quem se sabe fazendo parte de um coletivo. Sabedoria rara nos dias atuais, onde o individualismo prevalece e caminha a passos lépidos!
Bom voltar aqui, poeta!
Beijo!

Dora disse...

Isso. Ampliar-se, como um elástico enorme, abrangendo o todo que é uno e cabe em mim e fora de mim...E o principal,ampliar, além da inteligência, a "afetividade"! Afeto tem uma elasticidade natural, reparou?
Muito bom olhar os "tis, os sis, ou ninguém",mesmo sem deixar de ser "mins"...rs
Abraço!
Dora

Eurico disse...

Grato, querido amigo. Jamais esqueço que foi a tua persistência em me mandar emails pelo Ig, que me fez um dia conhecer o mundo blogueiro. Reputo essa rede como uma ferramenta, uma arma, um meio, que ainda não mensuramos a importância, para a transformação dessa nossa, tão problemática e precária, civilização.

Eurico disse...

Oi, Luís, vc perguntou pela cirurgia:
aguardo uma biópsia...

e preciso de um pouco da valentia dos "de La Mancha", para enfrentar uns certos medos viscerais, que estão me chegando lá do fundo das minhas células. Bem, já estou de lança em punho, a armadura meio alquebrada, mas sonharei sempre com mais vida, e vida para todos.
O que me importa não é o dia do nascimento, nem o da morte, mas o que fazemos de singular para o coletivo, entre uma e outra data. Meu exemplo é o Betinho... o saudoso irmão do Henfil.

Abraço fraterno.

Mai disse...

Ampliar, elastecer e há homens que já estão em níveissuperlativos e não há muito que ampliar.
Mas, enquanto isto, no planalto central da terra brasilis, são estreitos os elásticos da ética e saber.
Outras coisas se ampliam por lá.

Beijos, amigo.

Ilaine disse...

Amigo, querido!

Fora de gramática. Uma orgia, uma ampliação, sendo todo, não mais sendo eu, uma continuação em tis, em min, em sis... Demais.

Que texto! Que comentários! Que boa companhia! Brasileiros escritores, poetas... que eu amo.

Luis, vasculhei seu texto sobre a Macabéia... Ah, que viagem!

Beijo

Yvy disse...

Oiiiiiiiiiiiiiiiii, Luis !
Irado muito irado,o novo título.
Chutou o pau da barraca e deixou a bunda de fora?

Bjs di Eu !

arquiteliteraturas disse...

Au!
"Fora da gramática"
traça-se uma tática
marota e cibernética.
Por hoby, aos copos. Lei?
A segunda, o verso.

Grand Louis! Estive com paizim ontem, na lama. Ele anda fazendo curso de informática. Talvez, faça até uma plástica (redução de catramelo?), emagreça, deixe o cabelo crescer e decida trabalhar. Gente fina aquele urso, não?
Abração. Dia 3 do 9 apresento o PG2 em Arq e Urb.