24 de fev de 2010

eu não sou

nasci como morri
estou outro de mim
sou um javali

morri como nasci
estou outro sem mim
sou um jabuti

do caos parti
do parto surgi:
sou outro sem fim

7 comentários:

Dauri Batisti disse...

Especialmente lindo todo o poema, as três primeiras estrofes são magníficas.Eu até conceberia o poema apenas com as três primeiras estrofes, sem desprezar aquelas outras que seriam outro poema.
Parabéns.

Opuntia disse...

Temos sido... estúpidos. Temo se ido... a essência do ser.

Ilaine disse...

A busca constante por nós mesmos... Somos? quem somos? Somos outros e, muitas vezes, perdidos..."estou outro sem mim, estou outro de mim..."

Lindo poema, realista e um pouco triste.

Abraço

Renata Bomfim disse...

Ciao, Luis, que delicia brincarmos de ser outro, ensaiando passos para a alteridade
Olha, o Mina tá quase lá! to fazendo ultimos acertos, saudades da sua presença inquietante, pra pôr um pouco de rima: professor, amigo e militante! ehehehe
Abraços

Coral disse...

"Nascer é muito comprido", já dizia Murilo Mendes (andei sumida pq tenho andando por outras paisagens que não as literárias, a vida tem exigido de mim mais pragmatismo, mas recentemente vim em seu blog e li suas últimas postagens, desde qd o deixei de acompanhar. A qualidade continua excelente! Força para renascer sempre e continuar na militância necessária para revolucionar nosso cotidiano mais banal!)

Beijos.

Nestor disse...

Muito prazer, poeta!
belos versos...

Desnuda disse...

Luis,

Outros, com fases tantas e ondas sem fim.

' Não ser é outro ser". Fernando Pessoa.

Bom fim de semana, poeta! Beijos