16 de abr de 2011

criação do cosmos

1 dia de gasto militar pode alimentar,
brincando,
as crianças do mundo

2 dias de gastos militares podem resolver as doenças endêmicas,
cantando,
das crianças do mundo

3 dias de gastos militares podem deixar saudáveis,
rindo,
as mães das crianças do mundo

4 dias de gastos militares podem produzir uma reforma agrária mundial,
plantando,
os pais das crianças do mundo

5 dias de gastos militares podem garantir saúde,
dançando,
pra todas as famílias,
inventando,
das crianças do mundo

6 dias de gastos militares podem garantir educação integral,
garatujando,
pras crianças,
criando,
do mundo

7 dias de gastos militares podem fazer o mundo perder razões pra guerra
e,
festejando,
acabar completamente com os gastos militares do mundo
e,
desarmando,
acabar com todas as guerras existentes do mundo

inclusive a guerra publicitária
o que significa dizer que o mundo não quererá mais
coca-cola
bancos
multinacionais
lucros
politicamente corretos,
(mentindo que não vivem dos gastos militares
que não enriquecem com o assassinato das crianças do mundo
que não são agentes do luto do desastre da guerra contra o raso e o profundo)

e
fabulando
a terra toda
- o cosmos -
seremos a comum palavra
igualdade
sem família
sem sistema de parentesco
sem complexo de édipo
sem clãs
sem prostituição,
normopatia,
cadeias
seremos a comum palavra
vida

sem medo de libertários clichês
aqueles que
amar
(nus)
convida

13 comentários:

M. disse...

Tu és muito bom!!! E com razão.

Lamento o teu grito não ter ouvidos. Passados tanto tempo ainda não me convenço que a humanidade seja tão estúpida!!!

Gisa disse...

Regressão ou evolução?
Um grande bj querido amigo

Guará Matos disse...

Estamos nús e sem registros
E nem podemos para pro lanche.

Abraços.

Ilaine disse...

Igualdade em todo cosmos... Que sonho! Todos juntos poderemos tornar realidade tantos sonhos bons. Sem medo! O cosmos, precisamos recriá-lo.

Luis, amigo. Obrigada pelo carinho. Desejo um domingo encantador, a fabular. Beijo

arquiteliteraturas disse...

1... No entanto, crianças recriam o caos;
2... Entretanto ja mentem no gene...
3... Mas há as que disopensam suas proles nas curvas do tempo...
4... Contudo, o nômade se alastra...
5... Todavia, há também as saúvas em nossa herança de lavores arcaicos de dominação e auditividade tácita...
6... Ah, educação... 666... número de homem
7... amor, roma, armo o mar amaro desse cognac vagabundo nesse boteco de trapiche flácido hoje...

Abração, Luís!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Canto da Boca disse...

(precisamos implodir essa humanidade desumanizada e criar tudo de novo, reinaugurar um outro cosmos, outras leis, outros valores, outros sentidos... hoje estou humanamente cansada!)

Beijos, la Mancha!

Vanessa Souza Moraes disse...

Amemos.

http://vemcaluisa.blogspot.com

Andressa disse...

Oi, Luis.
Esse post é a tradução do curso que tivemos com você, no semestre passado! Muito bom. Decidi retomar minhas inscrições...rs...quando quiser, passe por lá! :)
beijos,
Andressa

luiz gustavo disse...

ciranda


o vôo plumário
da ave-paraíso
sob um céu índigo glabro
onde espumas na neblina
rosáceas luas de cálcio

ver a
lamparina de alumínio
entre irisantes libélulas
ao limiar da primavera
num silêncio de garça

já as nuvens
entre nuvens
plúvias de grafite
cobrem a varanda
de papoulas

ah ! ciranda de libélulas !
noutros ventos alísios
flutua a auriflama
à deriva

entre estrelas de nácar
turvas asas de seda
de um (a)mor cego
nas órbitas fímbrias
do arco-íris
iluminaria
a minha língua

como um colibri
em equilíbrio oscila
no labirinto de lírios
e brincos de princesa

- um cenário à beira-céu -

risos em multilabros
num fragmento de sopro
a soçobrar no vício
em sigilo

nossos dias rudes
sobre a têmpora da tarde
deslizam como um negro cisne
no lago vítreo

a trégua do escar-
céu cristalino de
liras em tramas
sobre um mar de náuseas
neste espelho d’água
que se move
em (re)colhidas
pálpebras

donzelas em flores
como pássaros que se vão
as copas das grandes árvores

em declínio
este sol em brisa
nu sobre as vértebras

ventre trêmulo
em silêncio
do orvalho em meus ossos
de argila

entre lábios
sílabas falésias
se estendem
sobre o mármore

do mar
este mar
nu sobre as vértebras

onde a ave-paraíso (re)
pousa na paisagem
e intriga

Camila disse...

aqueles que
amar
(nus)
convida

o que eu acredito ser dificil...

arquiteliteraturas disse...

Salve, Luís... Trabalho? Graninha? Ando sem tempo, mas, taí meu contato: 9276-0763

Loba disse...

sermos a comum palavra vida parece ser o anseio de todos - embora a maioria não pare pra pensar nisso.
belo grito poético!
beijocas

Elcio Tuiribepi disse...

Olá amigo...obrigado pela prsença lá no Verseiro...seu comentário deu um nó na minha cabeça..rsrs
Aqui fico assim de bobira vendo o que se poderia fazer com a paz no mundo...quem sabe um dia...
Um abraço na alma
Boa semana