sou a felicidade, a alegria, outro mundo, não este
aqui.
sou o encontro do e no desencontro, nada disto: família
nela mesma, marido e mulher por eles mesmos, o rico feliz
de seu estado de ilha, repleto de companhias puxa-sacas,
os responsáveis diretos pela miséria deste mundo aqui,
sou o contentamento, o banquete pra todos, outra
humanidade, em que não sejamos nós-mesmos, humanos,
apenas, e em que a promessa, a promessa pros joãos,
pras marias, a promessa nos pedros e nas joaquinas, a
promessa libidinada em cada olho deste planeta aqui,
seja repartida, seja tomada, seja espalhada, não a partir,
mas seja nossa, de cada qual e de todos cada,
e que a felicidade, quando realizada, no amor, no encontro,
na amizade, na fala, na audição, no tato, no sabor, na
imaginação, neste poema, a felicidade seja a mais particular,
a mais eu, a mais singular, por ser a mais pública, a mais
não-eu, a mais total.
eu preparo um poema antibomba, bombástico,
a fissura plutônica dos núcleos dos prótons
dos poucos.
7 comentários:
Gosto de fazer distinção entre a felicidade e a alegria. Porém, ambas sofrema influência desse contexto. E assim, pode deixar de ser...
Gosto da tua maneira de escrever
A força explode na tela
Um grande bj
a cadência de seu poema, a escolha precisa das palavras, o fluxo, o ritmo, dão água na boca...
Bela prosa, gostei do que li
Saudações amigas e bom fim de semana
(... e que continuemos todos (in)felizes em nossos entorpecimentos e cegueiras, amém! já que não estamos mais sabendo amar...)
Que lindo! Meu coração sentiu e agradeceu...Beijos e obrigada pelo carinho no Solidão de Alma enqto estive ausente.
Lindo, muito lindo o poema. Voltei ao blogspot, pai. Agora é só me seguir. Beijos!
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