24 de ago de 2013

umas amoras de estrelas azulam os flautins das tetas
umas goiabas de relâmpagos avermelham as patativas nuas
uns girassóis noturnos amarelam os sanhaçus das pepitas
uns caburés de ressacas esverdeiam os desejos das ruas
umas constelações de arapongas laranjam os sulcos das letras
uns melros de vibrações lilasem as clandestinas mutretas
uns pardais de vendavais algazarram rosas nas carnes cruas
quando umas corujas de temporais escarlateiam eras imperfeitas
quando uns periquitos de cosmos prateiam nos mares as luas
aí onde não somos mais que arcos-íris dos rumores das tretas

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