20 de out de 2013

libélula


pra
constelação
cadentes
estrelas
apelo
na
liberação
de
si
nado
na
imersão
do
peixe
na
luz
do
feixe
na
canção
do
duelo
na
multidão
do
vitelo
na
metafísica
da
verde
maduração
no
óvulo
martelo
da
nutrição
no
cu
em
que
desvelo
a
explosão
do
belo
bater
de
asas
do
falcão
nele
paraquedo
na
contramão
que
desgelo
no
polichinelo
da
revolução
dos
singelos
mares
sem
castelos
na
criação
sem
flagelos
os
naipes
de
viração
nos
amarelos
girassóis
de
van gogh
as
atmosferas
dos
nus
paralelos
que
não
modelo
porque
sem
submissão
libelo
ebulição
de
elos
de
povos
em
armas
de
anelos

onde
ali
migro
na
ação
do
acolá
que
livre
nos
libélula


Um comentário:

São disse...

Que nos amarelos do pintor holandês se consiga encontrar o colorido e a esperança que, cada vez mais, fenece no mundo e no coração dos oprimidos.

Boa semana, amigo.