16 de fev de 2015


legião americana
nada mais fez que acreditar no que nos dizem, que a democracia é o governo do povo que a liberdade de expressão assim é se o dissenso for sua asa de sucuri rastejando no arco-íris sem espiões não tripulados vivia a palavra amor como ato puro da criação de si por meio da nudez recíproca sonhava em ser aviador adorava a elegância dos urubus com seu voo de bailarina de penas pérolas negras tinha 11 anos seu nome era mohammed al-jahmi tuaiman de Iêmen depois que a máquina da morte queimou seu pai e sua mãe substituiu o sonho pelo medo não entendia como do ceu de repente pudesse surgir o fogo do inferno justo o ceu em que voava dançando na imaginação em 2015 fez 13 anos o antigo testamento invisível o mirou a partir das vibrações do chip do telefone de seu irmão mais velho igualmente tornado carvão pelo cuspe de fogo das nuvens estavam todos na lista dos terroristas elaborada pela ditadura que faz cinema com os sonhos alheios enquanto decide a morte coletiva no sábado dia 16 seu celular herdado tocou sob a forma de uma explosão agora é apenas o toco de carvão humano no mesmo instante que a voz rouca dos trovões acionou seu número de celular o destruindo Obama com um pau de selfie tirava foto de si da Casa Branca sorrindo nas telas de televisão e de computador de todos os lugares do mundo adiantaria pouco dizer que ele um dia aprenderia se ressuscitasse que a máquina de matar além de se chamar dron avião não tripulado TV globo filmes infantis é antes a legião americana nos queimando vivos

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