5 de abr de 2015

no outro lado do front vi a refração das alfabetizadas ciências deus meu vi o engenho e a arte longe dos barões bufônicos das prosódias divinizadas das seis entidades orquestradas como mísseis de calar dos modernos tempos antigos vi o inglês, o alemão, o francês, o italiano, o espanhol, o português vi ideologia humanista nas seis pirâmides escriturais nas bocas dos sacerdotes dos monastérios os latins ministeriais das sagradas letras dos poemas nos boquetes dos iniciados em palácios de elmos lambendo as glandes das poses das correções ortográficas engolindo as porras das sintaxes na ordem das concordâncias nominais engravidados pela garganta profunda dos espectros verbais vi o monumento à barbárie dos hexagramas das teogonias ocidentais vi a bíblia das traduções imperiais na patrística das metafísicas nas pontas do ceu da boca nas palavras dos seres angelicais vi no outro lado do front as girias dos analfabetos poemando os cristais nos banhos ilimitados dos mananciais despoluindo-se das seis pragas fundamentais surfando no chafariz das praças públicas os erros insubordináveis das coordenadas feiras informais subtrativas das adições em e de e com e pra e por aí sem meus sem seus soprando o castelo de areia das seis famílias gramaticais nas nuas falas dos barbarismos fenomenais as ruas dos coloquialismos sim por aqui de tão lá cantando plurais

Um comentário:

São disse...

Pois , e aí está o abstruso Acordo Ortográfico, por exemplo...

Bom regresso !